Os termos “urgências hipertensivas” (UH) e “emergências hip...

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Q2405475 Medicina
Os termos “urgências hipertensivas” (UH) e “emergências hipertensivas” (EH) surgiram em 1993, a partir do V Joint National Committee on Detection Evaluation and Treatment of High Blood Pressure, como proposta de classificação funcional das crises hipertensivas. No que se refere a crises hipertensivas, analise os itens a seguir:

I. O principal diagnóstico diferencial das crises hipertensivas são as chamadas pseudocrises hipertensivas, na qual, tais pacientes devem ser tratados com repouso, analgésicos ou tranquilizantes, e não com agentes anti-hipertensivos.
II. Os achados de retinopatia hipertensiva aguda incluem transudatos periarteriolares, lesões epiteliais pigmentares da retina, edema do disco óptico e macular, exsudatos algodonosos e moles.
III. Entre as metas pressóricas nas emergências hipertensivas, em casos de AVC hemorrágico, a PA deve ser mantida entre < 180 mmHg de sistólica e < 105 mmHg de diastólica.

Mediante a análise dos itens supracitados, assinale a alternativa correta.
Alternativas

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Tema central: A questão aborda a classificação, o diagnóstico diferencial e a conduta nas crises hipertensivas, tópicos fundamentais para o manejo emergencial de pacientes com elevação aguda da pressão arterial (PA).

Análise dos itens:

Item I – Correto: As pseudocrises hipertensivas ocorrem quando há elevação da PA por causas secundárias ao estresse, dor ou ansiedade, sem lesão de órgão-alvo. Nesses casos, não se utiliza anti-hipertensivo de imediato; orienta-se repouso e tratamento dos sintomas, pois a PA costuma normalizar. (Diretrizes Brasileiras de Hipertensão – 2020, p. 49)

Item II – Incorreto: A retinopatia hipertensiva aguda se manifesta por edema de papila, hemorragias em chama de vela, exsudatos algodonosos e estreitamento arteriolar. Os itens “transudatos periarteriolares”, “lesões epiteliais pigmentares” e “exsudatos moles” não fazem parte dos achados clássicos na retinopatia aguda (Harrison’s, 20ª ed., Cap. 307). Fique atento: pegadinhas com termos pouco usuais!

Item III – Correto: Em emergências hipertensivas associadas a AVC hemorrágico, recomenda-se manter a PA sistólica abaixo de 180 mmHg, mas não menos que 140 mmHg nas primeiras 24 horas (Diretrizes Brasileiras de Hipertensão – 2020). Isso evita tanto a recidiva do sangramento quanto a hipoperfusão cerebral.

Justificativa para a alternativa correta (C): Apenas os itens I e III estão corretos, em consonância com as principais diretrizes nacionais e internacionais (PCDT/MS, SBC, UpToDate). Reconheça detalhes dos achados oftalmológicos e maneje crises hipertensivas de acordo com o comprometimento de órgãos-alvo.

Dicas práticas: Evite cair em pegadinhas: muitos termos descritos em lesão de órgão-alvo vêm das síndromes oculares, e a banca pode misturar descrições para enganar. Releia sempre os achados clássicos e questione-se sobre aqueles que não reconhecer de imediato.

Resumo: As urgências hipertensivas não envolvem lesão de órgão-alvo; emergências hipertensivas sim, e exigem conduta rápida e focada. O manejo criterioso é essencial na segurança do paciente.

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A alternativa C é a correta, pois afirma que somente os itens I e III estão corretos, o que está de acordo com a literatura médica atual sobre crises hipertensivas. O item I aborda as pseudocrises hipertensivas, que são situações de elevação da pressão arterial sem evidência de lesão aguda a órgãos-alvo e podem ser gerenciadas de forma menos agressiva, com repouso e medidas como analgésicos ou tranquilizantes, evitando o uso indiscriminado de anti-hipertensivos que possam baixar a pressão arterial de forma abrupta e não benéfica. O item III discorre sobre a importância de um controle pressórico específico em uma emergência hipertensiva associada ao AVC hemorrágico; as recomendações atuais sugerem que a pressão arterial seja mantida abaixo de níveis críticos para reduzir o risco de expansão do sangramento, e os valores mencionados (< 180 mmHg para sistólica e < 105 mmHg para diastólica) estão alinhados com essas diretrizes. O item II é incorreto, pois descreve achados de retinopatia hipertensiva que não são todos agudos ou específicos da retinopatia hipertensiva, como lesões epiteliais pigmentares da retina. Portanto, a resposta correta é a alternativa C, que inclui apenas os itens I e III como corretos.

A ALTERNATIVA CORRETA É: C - Somente os itens I e III estão corretos.

ANÁLISE DAS ALTERNATIVAS INCORRETAS:

  • I. O principal diagnóstico diferencial das crises hipertensivas são as chamadas pseudocrises hipertensivas, na qual, tais pacientes devem ser tratados com repouso, analgésicos ou tranquilizantes, e não com agentes anti-hipertensivos.: Esta afirmação é correta. As pseudocrises hipertensivas não apresentam lesão aguda em órgãos-alvo e, portanto, podem ser tratadas de forma menos agressiva.
  • II. Os achados de retinopatia hipertensiva aguda incluem transudatos periarteriolares, lesões epiteliais pigmentares da retina, edema do disco óptico e macular, exsudatos algodonosos e moles.: Esta afirmação é incorreta. Embora alguns achados mencionados sejam compatíveis com a retinopatia hipertensiva, a descrição de lesões epiteliais pigmentares não é típica da retinopatia hipertensiva aguda.
  • III. Entre as metas pressóricas nas emergências hipertensivas, em casos de AVC hemorrágico, a PA deve ser mantida entre < 180 mmHg de sistólica e < 105 mmHg de diastólica.: Esta afirmação é correta. As diretrizes recomendam manter a pressão arterial sistólica abaixo de 180 mmHg para controlar o risco de expansão do sangramento no AVC hemorrágico.

EM RESUMO: A alternativa C é a correta, pois afirma que somente os itens I e III estão corretos. O item II, por outro lado, contém informações imprecisas sobre a retinopatia hipertensiva.

PONTOS CHAVE:

  • As pseudocrises hipertensivas não requerem tratamento com anti-hipertensivos.
  • A pressão arterial deve ser cuidadosamente monitorada em emergências hipertensivas, especialmente em AVC hemorrágico, para evitar a expansão do sangramento.
  • O controle da pressão arterial é crucial para prevenir danos aos órgãos-alvo.

Exsudatos e papiledema (sinais de retinopatia hipertensiva).

Fonte: SBC HA, 2020.

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