Um homem de 68 anos de idade, sem histórico de doenças ...

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Q3990900 Medicina
   Um homem de 68 anos de idade, sem histórico de doenças prévias, antes de vir a óbito, havia sido atendido pelo urologista para avaliação de rotina. O médico constatara que a próstata apresentava dimensão dentro da normalidade à palpação. O exame de antígeno específico da próstata (PSA) mostrou o resultado de 17 ng/mL. Esse valor foi o dobro do encontrado no ano anterior à última consulta. Os elementos anormais de sedimentação (EAS) não apresentavam anormalidade. Foi realizada biópsia com solicitação de análise histopatológica.
Considerando o quadro clínico e as evidências dos exames descritos, é correto afirmar que o paciente dessa situação hipotética teve 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: PSA de 17 ng/mL, com duplicação em um ano, em homem de 68 anos, associado a EAS sem anormalidades e sem sinais clínicos de infecção, aumenta fortemente a suspeita de câncer de próstata; toque retal normal não exclui neoplasia. Entre as alternativas, o quadro é compatível com adenocarcinoma prostático.

Tema central: PSA elevado e câncer de próstata
Análise das alternativas
A
Errada
Neoplasia intraepitelial prostática é lesão intraepitelial precursora, não a hipótese mais sustentada por um quadro com PSA de 17 ng/mL e duplicação anual em homem de 68 anos. A questão aponta para neoplasia clinicamente suspeita e investigada por biópsia, sendo mais compatível com câncer invasivo do que com uma lesão precursora isolada.
B
Certa
A alternativa B é a compatível porque o conjunto idade de risco + PSA de 17 ng/mL + duplicação em um ano + ausência de achados infecciosos no EAS sustenta mais neoplasia prostática do que doença inflamatória. O fato de a próstata estar normal à palpação não afasta câncer de próstata. Entre as opções apresentadas, o tipo histológico maligno típico da próstata é adenocarcinoma, razão pela qual essa é a melhor resposta.
C
Errada
Prostatite bacteriana crônica exigiria contexto infeccioso compatível, como história de infecções urinárias recorrentes, sintomas urinários ou pélvicos e possível repercussão laboratorial. O enunciado não traz sintomas infecciosos e informa EAS sem anormalidades, o que enfraquece essa hipótese. PSA elevado isoladamente, nesse cenário, não sustenta prostatite bacteriana crônica.
D
Errada
Prostatite aguda costuma cursar com síndrome infecciosa aguda, como febre, dor, disúria, mal-estar e alterações urinárias. Nada disso foi descrito, e o EAS está normal. Embora prostatite aguda possa elevar PSA, a ausência de quadro infeccioso e de alterações no exame de urina torna essa alternativa incompatível com o caso.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões: achar que toque retal normal exclui câncer de próstata e atribuir PSA elevado automaticamente a prostatite, mesmo sem quadro infeccioso e com EAS normal.
Dica para questões semelhantes
  • Valorize PSA alto com ascensão rápida como dado de peso para neoplasia prostática, especialmente em idoso.
  • Não exclua câncer de próstata apenas porque o toque retal é normal.
  • Use a presença ou ausência de sinais infecciosos e do EAS para separar prostatite de neoplasia.
  • Quando a alternativa pedir o tipo tumoral prostático mais compatível, lembre que o câncer de próstata típico é adenocarcinoma.

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