Paciente é submetido à prostatectomia radical. O histopatoló...

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Q2249077 Medicina
Paciente é submetido à prostatectomia radical. O histopatológico demonstra margens positivas em dois pontos. O PSA está quase indetectável após um mês. Com dois meses o PSA dobra de valor.
O paciente ainda usa 3 fraldas diárias devido à incontinência urinária.
A conduta mais recomendada para o caso descrito é:
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Tema central: Recidiva bioquímica pós-prostatectomia radical

Após prostatectomia radical, espera-se PSA indetectável. O aparecimento de PSA detectável, especialmente com duplicação rápida do PSA (PSADT curto), indica recidiva bioquímica. Quando o histopatológico mostra margens positivas e o PSA duplica em pouco tempo, o risco de progressão local ou sistêmica aumenta, justificando conduta precoce.

Análise da alternativa correta (D):
Radioterapia adjuvante após 1 ou 2 meses desta elevação do PSA é a escolha respaldada pelas Diretrizes da Sociedade Brasileira de Urologia e SBOC:

“A radioterapia deve ser considerada em pacientes com recidiva bioquímica confirmada, especialmente quando o PSA for inferior a 0,5 ng/mL e o tempo de duplicação do PSA for curto.” (SBU)

Essa conduta permite monitorar a tendência do PSA, confirmar recidiva e otimizar o momento da radioterapia de resgate, potencializando a eficácia totalmente alinhada às diretrizes.

Análise crítica das alternativas incorretas:

  • A) Radioterapia adjuvante imediata: Inadequada: radioterapia deve ser ofertada quando há clara confirmação de recidiva bioquímica, não imediatamente após PSA indetectável ou sem acompanhamento de tendência.
  • B) Nova cirurgia para retirada de tecido periprostático: Não é indicada: Não há evidência de benefícios nessa abordagem, que está fora das recomendações atuais.
  • C) Sling uretral e radioterapia imediatos: Sling uretral só é indicado para incontinência urinária refratária após o manejo conservador, não de imediato, e nunca combinado simultaneamente à radioterapia devido ao risco de exacerbar consequências urinárias.
  • E) Castração química imediata: Não recomendada nesse estágio de recidiva bioquímica, reservada para doença sistêmica documentada ou falha da radioterapia.

Pontos de atenção da questão e pegadinhas:

O caso descreve incontinência urinária importante. A radioterapia pode piorar esse quadro, mas o tratamento do câncer prevalece. Em provas, cuidado com opções que propõem intervenções cirúrgicas adicionais imediatas ou que pulam etapas fundamentais de confirmação laboratorial!

Resumo das diretrizes: O PCDT do Ministério da Saúde e a SBU reforçam: “O tratamento mais indicado da recidiva bioquímica pós-prostatectomia é a radioterapia de resgate precoce, preferencialmente quando PSA < 0,5 ng/mL.”

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A questão descreve um cenário que é um caso clínico comum na prática de oncologia: um paciente com carcinoma de próstata que foi submetido a prostatectomia radical. O PSA (Antígeno Prostático Específico) é um indicador chave na monitorização do câncer de próstata. Na situação descrita, o PSA aumenta, indicando a possível presença de células cancerígenas residuais ou recorrentes. A radioterapia adjuvante é recomendada em tais casos para maximizar a erradicação de qualquer célula maligna remanescente. No entanto, a radioterapia imediata pode ser prejudicial, pois o paciente ainda está se recuperando da cirurgia e sofrendo de incontinência urinária. Portanto, a melhor conduta é esperar 1 ou 2 meses após a elevação do PSA, permitindo que o paciente se recupere adequada e suficientemente, antes de prosseguir com a radioterapia adjuvante. Isso torna a opção D ("radioterapia adjuvante após 1 ou 2 meses desta elevação do PSA") a mais adequada para esse caso. As outras opções não são recomendadas devido a várias razões, como riscos cirúrgicos adicionais, possíveis complicações e falta de evidências científicas para apoiá-las nesse contexto.

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