Durante consulta de puericultura, a mãe de um lactente de 8 ...
O pediatra corretamente:
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda a triagem de sinais de alerta para Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) em crianças pequenas durante o acompanhamento em puericultura.
O caso citado descreve uma criança de 8 meses que apresenta prejuízo no contato visual e auditivo, movimentos repetitivos, resistência a novos alimentos e agitação. Estes achados são indicativos de possíveis atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor, especialmente sinais iniciais de TEA.
Análise da alternativa correta:
E) aplica o formulário M-CHAT-R/F para auxiliar no diagnóstico.
O M-CHAT-R/F (Modified Checklist for Autism in Toddlers, Revised, with Follow-Up) é um instrumento validado para triagem do TEA em crianças de 16 a 30 meses; porém, a suspeita clínica pode surgir antes, e encaminhar para triagem já é abordado em protocolos, principalmente diante de sinais de alerta expressivos como os do caso. Segundo a "Linha de Cuidado para a Atenção às Pessoas com Transtornos do Espectro do Autismo" (Ministério da Saúde): “A identificação precoce dos sinais de alerta para o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é essencial para a intervenção oportuna. Recomenda-se a utilização de instrumentos de triagem, como o M-CHAT-R/F, para auxiliar na detecção de possíveis casos...” (Identificação e Diagnóstico Precoce).
Análise das alternativas incorretas:
A) considerar o comportamento normal: Errado. O desenvolvimento citado foge ao esperado e são sinais de alerta para TEA.
B) considerar hiperatividade: Errado. A hiperatividade isolada não explica as alterações de interação e comportamento repetitivo, que são mais sugestivas de TEA.
C) indicar matrícula em creche: Inadequado. Socialização é importante, mas não substitui uma avaliação clínica e aplicação de instrumentos de triagem para TEA.
D) prescrever complexo vitamínico: Sem fundamento. Não há relação entre suplementação vitamínica e melhora dos sintomas descritos, exceto na presença de deficiência comprovada.
Estratégia na prova: Sempre atente aos sinais de alerta do desenvolvimento e, quando houver indicação de rastreio/triagem, opte por instrumentos validados — especialmente quando citados em protocolos oficiais.
Conclusão:
A correta conduta frente à suspeita de TEA é a triagem estruturada e encaminhamento precoce. Isso garante intervenções e melhores resultados para criança e família.
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