Homem cai de 3 metros de altura. Ao exame apresenta equimose...
Nesse caso, a conduta correta é
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Tema central: Trauma renal grave. O caso descreve um paciente vítima de queda com equimose lombar direita, hematúria e ausência de realce do parênquima renal direito na tomografia com contraste. Esses são indícios claros de lesão renal grave, com provável comprometimento vascular agudo.
Justificativa para a alternativa correta (B - abordagem cirúrgica imediata):
O achado tomográfico de ausência de realce por contraste no rim indica isquemia, sendo compatível com laceração vascular major ou avulsão do pedículo renal. Esses casos, mesmo em pacientes hemodinamicamente estáveis, configuram urgência cirúrgica pois a chance de recuperação do órgão sem abordagem é nula, além do risco de necrose, abscesso ou nefromegalia infecciosa.
Segundo o Manual MSD para Profissionais de Saúde: “Intervenção imediata é necessária para pacientes com: Sangramento persistente [...] Hematoma perirrenal expansivo” e, por analogia clínica, grandes lacerações vasculares ou perda total de perfusão, como no caso apresentado, também exigem cirurgia.
Análise das alternativas incorretas:
- A) Acompanhar clinicamente: Conduta válida apenas em lesões leves/médias SEM comprometimento vascular grave. O quadro descrito indica lesão grau IV/V.
- C) Arteriografia renal: Não é terapêutica nesse contexto agudo grave. Utilizada para avaliações angiográficas ou, em casos específicos, para controle de pequenos sangramentos.
- D) Ressonância magnética com contraste: Não é recomendada em contexto de trauma grave; tomografia já demonstrou o grau da lesão, não há acréscimo diagnóstico.
- E) Embolização arterial: Viável apenas em sangramentos arteriais contidos e sem isquemia total, o que não é o caso (rim sem perfusão, exige correção cirúrgica do vaso lesado).
Dicas para provas:
Sempre atenção para termos como “falta de realce” após contraste, “ausência de perfusão” ou achados de destruição maciça — todos indicam lesão grave! Considerar o grau da lesão renal (AAST): lesões grau IV/V frequentemente exigem intervenção cirúrgica, mesmo em estáveis.
Fontes e protocolos:
O Manual MSD e consensos de Urologia (ex: Campbell-Walsh Urology, 12ª ed.) reforçam essa conduta. O detalhamento prático é exigido pela maioria dos concursos na área médica.
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