Menino, falcêmico, de 15 anos de idade, vem apresentando ep...
Para o caso, a droga indicada é a
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Tema central: A questão aborda o manejo farmacológico do priapismo recorrente em paciente com anemia falciforme. O priapismo é uma emergência urológica caracterizada por ereção peniana persistente, não relacionada ao estímulo sexual. Em pacientes falcêmicos, decorre principalmente da obstrução vascular por hemácias falcizadas.
Justificativa da alternativa correta (B – tadalafila):
Em contexto off label, a tadalafila (inibidor da fosfodiesterase tipo 5) vem sendo estudada para profilaxia do priapismo recorrente em falcêmicos. O racional fisiopatológico é que, nessas pessoas, há disfunção da via do óxido nítrico/cGMP, levando a instabilidade nos mecanismos de ereção e detumescência. A administração contínua de inibidores de PDE5 poderia restaurar o controle hemodinâmico peniano, reduzindo episódios ao reajustar os níveis basais de cGMP (“UpToDate: Priapismo in adults”, seção: Management of stuttering priapism).
Destaca-se que não há diretriz nacional formal que recomende rotineiramente essa conduta, mas ela pode ser considerada em casos selecionados, sob avaliação especializada e monitoramento cuidadoso. Ensaios clínicos seguem em andamento para validação do efeito protetor (vide ClinicalTrials.gov NCT05142254).
Alternativas incorretas:
A) Goselerina: Análogo de GnRH usado para bloqueio hormonal em tumores hormônio-dependentes, sem papel no manejo do priapismo.
C) Dutasterida: Inibidor da 5-alfa-redutase para hiperplasia prostática, não justificado para priapismo.
D) Bicalutamida: Antiandrogênico, usado em câncer de próstata, sem efeitos comprovados contra priapismo.
E) Testosterona tópica: Pode exacerbar distúrbios eréteis e não previne priapismo; contraindicado.
Pegadinhas: Evite o raciocínio de que tadalafila é sempre fator de risco para priapismo – no uso diário, em baixas doses e sob indicação especializada, estudos sugerem potencial preventivo por regularização do sistema nitrérgico peniano.
Resumo: O candidato deve dominar fisiopatologia e terapêutica do priapismo em falcêmicos e conhecer a possibilidade de uso off label de inibidores da PDE5 como profilaxia (tadalafila), lembrando que se trata de área em investigação, sem recomendação padronizada.
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