Linfogranuloma venéreo é uma doença causada por 3 cepas úni...

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Q3510998 Medicina
Linfogranuloma venéreo é uma doença causada por 3 cepas únicas da Chlamydia trachomatis, é caracterizada por uma lesão cutânea pequena e muitas vezes assintomática, seguida por linfadenopatia regional na virilha ou pelve, que pode ser de grande volume, dolorosa e supurativa, principalmente em pacientes com aids. Se adquirido por sexo anal, pode se manifestar como proctite grave. Sem tratamento, o linfogranuloma venéreo pode causar obstrução linfática e edema crônico dos tecidos genitais. O diagnóstico é clínico, mas a confirmação laboratorial, com sorologia ou teste de imunofluorescência, geralmente é possível. O tratamento é feito em domicílio.
Os antibióticos mais indicados e usados para o tratamento dessa infecção são:
Alternativas

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Tema central: O linfogranuloma venéreo (LGV) é uma infecção sexualmente transmissível causada pelos sorotipos L1, L2 e L3 da Chlamydia trachomatis. É caracterizado inicialmente por uma lesão cutânea discreta, evoluindo para linfadenopatia geralmente inguinal ou femoral. Pode progredir para complicações como abscessos, fistulizações e, sem tratamento, resultado em obstrução linfática e edema crônico genital.

Justificativa da alternativa correta (A): Doxiciclina e azitromicina são as drogas de escolha para LGV. Segundo o “Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST)” do Ministério da Saúde: “O tratamento recomendado é: Primeira opção – doxiciclina 100 mg, VO, 2x/dia, por 21 dias; Alternativa – azitromicina 1g/semana por 3 semanas." A levofloxacina não é primeira escolha, mas possui atividade contra Chlamydia, justificando sua menção como possível alternativa.

Análise das alternativas incorretas:

B) Amoxicilina, cefalexina e cefuroxima não têm eficácia comprovada para LGV e não constam em protocolos formais.

C) Amoxicilina + clavulanato, cloranfenicol e gentamicina são voltados para outras infecções bacterianas, sem indicação para LGV.

D) Piperacilina/tazobactam, imipenem e cefepime são de amplo espectro, usados para infecções hospitalares graves, sem ação adequada sobre Chlamydia.

E) Sulfametoxazol-trimetoprima, neomicina e linezolida também não são efetivos contra Chlamydia trachomatis (sorotipos L), não sendo recomendados para LGV.

Dica para provas: Fique atento a nomes de antibióticos frequentemente usados para outras ISTs (como penicilinas e cefalosporinas): eles não são indicados para infecções por Chlamydia trachomatis. Busque sempre identificar nos protocolos oficiais a medicação recomendada para cada agente etiológico.

Resumo clínico: O diagnóstico é essencialmente clínico, apoiado por história compatível e exame físico. Exames específicos (sorologia ou testes moleculares) confirmam casos duvidosos, mas o tratamento não deve ser atrasado diante do quadro típico.

Referências: Ministério da Saúde – PCDT IST, seção LGV; UpToDate; Harrison’s Princípios de Medicina Interna, 21ª ed.

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