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Q3571910 Fisioterapia
A fisioterapia respiratória é um processo dinâmico que consiste na aplicação terapêutica de intervenções, baseadas na fisiologia das vias aéreas. A abordagem fisioterapêutica nas faixas etárias neonatal e pediátrica difere de forma substancial daquela praticada no adulto. Portanto, saber a fisiopatologia e o quadro clínico das principais doenças pulmonares, agudas e crônicas, na infância se faz necessário. Diante deste pressuposto, assinale a alternativa incorreta a respeito de uma das doenças pulmonares crônicas mais corriqueiras na infância, a Asma.
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: Asma pediátrica — definição, fisiopatologia, diagnóstico e manejo, com atenção às diferenças em relação ao adulto.

Gabarito (incorreta): B

Por que a alternativa B é incorreta?

- Afirma “não se modificam em tempo e intensidade”, mas na asma os sintomas são variáveis ao longo do tempo e em intensidade (sibilos, dispneia, tosse, aperto torácico).
- Usa “flexibilidade de caixa torácica” — o correto é aperto ou opressão torácica.
- Diz “elevação ao fluxo aéreo, irreversível”, quando o esperado é limitação do fluxo aéreo variável e reversível espontaneamente ou com broncodilatador/anti-inflamatório.

Referências: GINA 2024; SBP – Diretrizes de Asma na Infância; UpToDate (Asthma in children: clinical features and diagnosis).

Análise das demais alternativas

A – Correta. Descreve a asma como doença heterogênea com inflamação crônica de vias aéreas, hiperresponsividade brônquica, produção de muco e obstrução reversível. Conceitos alinhados ao GINA e Harrison’s.

C – Correta. Integração entre genética, alérgenos e irritantes; exacerbações por infecções virais (principais em crianças), uso inadequado de controladores e poluentes, com sazonalidade em outono/primavera em climas temperados. Consistente com GINA 2024 e SBP.

D – Correta (com ressalvas). A asma impacta hospitalizações e qualidade de vida. ICS (corticoide inalatório) é o controlador de escolha; SABA para alívio (em crianças maiores, GINA admite ICS-formoterol como opção). A fisioterapia atua:
- Na crise: suporte com técnicas suaves de controle ventilatório e educação, sempre adjunta ao tratamento medicamentoso.
- Fora da crise: reabilitação, treinamento físico, técnicas de higiene brônquica se houver secreção. Evitar manobras que aumentem broncoespasmo durante exacerbações.

Diagnóstico (como pensar na prova)

- Sintomas variáveis: sibilos, dispneia, tosse noturna/matinal, aperto torácico; pioram com vírus, exercício, aeroalérgenos, riso/ choro.
- Evidência de limitação variável do fluxo aéreo: espirometria com resposta ao broncodilatador (aumento de VEF1 ≥12% e ≥200 mL; em crianças, ≥12% do predito). Em pré-escolares, diagnóstico é clínico e por resposta terapêutica.

Estratégia de prova (pegadinhas):

- Procure termos-chave: variável, reversível, aperto torácico.
- Desconfie de “irreversível” (remete a DPOC) e de descrições anômalas como “flexibilidade da caixa torácica”.
- “Elevação do fluxo” é inadequado; o correto é limitação do fluxo aéreo.

Fontes principais: Global Initiative for Asthma (GINA) 2024; Sociedade Brasileira de Pediatria – Asma na Infância; UpToDate; Harrison’s Principles of Internal Medicine.

Resposta: alternativa B.

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