A eletroterapia, quando utilizada corretamente e no momento...

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Q3571909 Fisioterapia
A eletroterapia, quando utilizada corretamente e no momento adequado, é uma forma segura e eficaz de terapia, além disso a estimulação elétrica pode ser um complemento a outras modalidades terapêuticas e exercícios de reabilitação. Os efeitos principais de eletroterapia são resultado da despolarização de nervos sensoriais, motores ou nociceptivos, outros efeitos são causados pelas trocas eletroquímicas no tecido muscular e qualquer contração muscular resultante. O tipo de corrente, os parâmetros da corrente (intensidade, duração de fase e frequência de pulso) e o tamanho e arranjo dos eletrodos podem produzir eventos fisiológicos determinados e atingir tecidos específicos. Diante desta afirmativa, são usos terapêuticos de correntes elétricas, exceto: 
Alternativas

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Tema central: Aplicações clínicas da eletroterapia. A estimulação elétrica provoca despolarização de fibras sensoriais e motoras, gerando efeitos analgésicos, ativação muscular e modulação do tônus. Parâmetros (intensidade, duração de fase, frequência) e posicionamento dos eletrodos direcionam o efeito ao tecido-alvo.

Alternativa correta: D – “aumentar o edema”. Esse não é um uso terapêutico. Pelo contrário, correntes são empregadas para prevenir/reduzir edema: - Nível sensorial (ex.: HVPC): pode reduzir formação de edema agudo por efeito sobre permeabilidade capilar e movimentação de proteínas (catodo sobre a área lesada), com evidência moderada em estudos laboratoriais e clínicos. - Nível motor (NMES): ativa a bomba músculo-venosa, auxiliando retorno venoso/linfático em edemas subagudos/crônicos. Portanto, “aumentar o edema” contraria o objetivo terapêutico e a evidência disponível.

Por que as demais estão corretas?

A) Controlar a dor aguda e crônica. TENS e IFC promovem analgesia por teoria das comportas (inibição segmentar via fibras A-β) e por liberação de opioides endógenos (frequências baixas/mães de pulso longas). Evidência mostra benefícios de curto prazo em dor musculoesquelética e neuropática selecionada (UpToDate; revisões Cochrane), como adjuvante.

B) Facilitar a reeducação muscular. A estimulação neuromuscular elétrica (NMES) auxilia o recrutamento de unidades motoras quando há inibição/deficit de ativação (pós-operatório de joelho, AVC, imobilização), melhorando força e trofismo quando combinada a exercícios. Parâmetros usuais: duração de fase 200–400 µs, 35–50 Hz, on/off para evitar fadiga.

C) Reduzir o espasmo muscular. Estimulação em nível motor pode promover fadiga controlada da musculatura hiperativa e/ou inibição recíproca do músculo antagonista, além de reduzir dor reflexa associada (quebra do ciclo dor–espasmo–dor). Empregam-se correntes como NMES/Russa em protocolos específicos.

Estratégia de prova: Identifique a palavra-chave “exceto”. Relacione cada opção aos usos clássicos da eletroterapia (analgesia, reeducação, modulação do tônus/espasmo, edema). A única que contraria a prática clínica é “aumentar o edema”.

Referências essenciais: Low & Reed. Electrotherapy Explained (Elsevier); Watson T. Electrotherapy: Evidence-Based Practice; UpToDate: Transcutaneous electrical nerve stimulation (TENS) in pain management; revisões Cochrane sobre TENS e NMES.

Dica prática: ajuste parâmetros ao objetivo: TENS (analgesia), NMES (força/reeducação e edema crônico), HVPC (edema agudo/tecidos moles).

Gabarito: D

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