O desmame ventilatório é o processo de retirada da ventilaç...
Gabarito comentado
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Tema central: processo de desmame da ventilação mecânica invasiva (VMI), uso do Teste de Respiração Espontânea (TRE), e definição de sucesso/falha. O desmame deve ser protocolado, com triagem diária de prontidão e realização de TRE (T-piece ou PS 5–8 cmH2O + PEEP 5) por 30–120 min, monitorando sinais de intolerância (taquipneia, dessaturação, uso de acessórios, agitação).
Alternativa incorreta: D
A conduta proposta contraria as diretrizes. Após falha no TRE (ex.: fadiga muscular), deve-se reconectar o paciente à VMI em modo que ofereça conforto e suporte adequado, tratar causas reversíveis (congestão, broncoespasmo, secreção, infecção, fraqueza, acidose, sobrecarga hídrica), otimizar analgesia/sedação, nutrição e mobilização precoce, e reprogramar novo TRE quando critérios de prontidão forem novamente atendidos (geralmente em 24 h). Não se recomenda “forçar esforço por 24 h” sem suporte, pois isso precipita fadiga e piora o prognóstico. Referências: ATS/ACCP Liberation from Mechanical Ventilation (2017); Diretrizes Brasileiras de Ventilação Mecânica AMIB/SBPT; UpToDate.
Por que as demais estão corretas
A – Emprega corretamente o termo desmame para pacientes em VMI (intubados ou traqueostomizados) e define extubação (retirada do TOT) e decanulação (retirada da TQT). Em concursos, aceita-se o recorte de ≥24 h de VMI como janela típica para se falar em desmame. Classificações usuais: simples, difícil e prolongado (ATS/ACCP; AMIB/SBPT).
B – O TRE é o teste-padrão para aptidão à respiração espontânea. Aplica-se de forma pontual pré-extubação e, em traqueostomizados/ventilação prolongada, pode-se usar treinos mais longos (horas) para progressão de tempo fora do ventilador. Evidência forte em diretrizes ATS/ACCP e AMIB/SBPT.
C – Distingue bem: sucesso no TRE (passar no teste, ainda conectado ao ventilador) versus sucesso de extubação (não reintubado em 48 h). Em traqueostomizados, sucesso de desconexão = manter-se sem VMI por 48 h. Retorno à VMI após 48 h configura novo evento, não “falha de extubação”. Padrão adotado em estudos e diretrizes.
Pegadinhas e estratégia de prova: Atenção à palavra “incorreta”. Condutas que aumentem fadiga ou contrariem segurança do paciente (manter esforço forçado por 24 h) são típicas de alternativas erradas. Busque termos-chave: “reconectar com conforto”, “corrigir causas reversíveis”, “TRE diário”.
Resumo prático: Falhou o TRE? Reapoie na VMI, trate causas, reavalie e repita TRE quando pronto. Sucesso de extubação/desconexão = 48 h sem VMI. Use protocolos e monitorização rigorosa. (ATS/ACCP 2017; AMIB/SBPT; UpToDate)
Gabarito: D
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