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Q3451473 Técnicas em Laboratório
Um laboratório de análise de água recebeu amostras de água potável de um sistema de abastecimento urbano para realizar a detecção de coliformes – um indicador importante de contaminação fecal e segurança da água –, e a equipe de laboratório está considerando diferentes métodos para realizar essa análise. Diante dessa necessidade, qual das seguintes alternativas apresenta a abordagem mais adequada e precisa para que essa equipe realize a análise de coliformes em amostras de água potável?
Alternativas

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Tema central: detecção de coliformes em água potável como indicador de contaminação fecal. Em provas, procure métodos padronizados que combinem: (1) concentração da amostra, (2) meio seletivo/diferencial, (3) confirmação específica de E. coli e (4) resultado quantitativo (UFC/100 mL ou NMP/100 mL).

Gabarito: A. A filtração por membrana (FM) concentra microrganismos de 100 mL em um filtro de 0,45 µm, aumentando a sensibilidade. A incubação em caldo seletivo (ex.: Lactose Bile/BGLB) atua como etapa presuntiva de coliformes (fermentação da lactose com produção de gás). A seguir, a confirmação em meio específico para E. coli (p.ex., caldo EC a 44–44,5°C, meios definidos com MUG/ONPG, MI agar) confere especificidade para coliforme termotolerante/E. coli, atendendo a diretrizes regulatórias. Essa abordagem é compatível com normas clássicas (APHA Standard Methods 9221/9222/9223; US EPA 1604/1600; OMS/WHO para água potável) e permite interpretar conformidade (ausência de E. coli em 100 mL).

Estratégia para a prova: privilegie alternativas que incluam FM + seletividade + confirmação + quantificação. Desconfie de propostas sem confirmação, sem quantificação ou baseadas em “indicadores indiretos”.

Análise das alternativas incorretas

B) Embora a FM seja adequada, o uso de EMB para “identificar coliformes fecais” é inadequado. EMB é um meio geral para enterobactérias e não é o meio padronizado para contagem de coliformes em água; há risco de falso-positivo/negativo e identificação incorreta. Padrões recomendam m-Endo (totais), m-FC/temperatura elevada e/ou caldo EC para termotolerantes/E. coli, com teste confirmatório. Logo, falta meio apropriado e confirmação (APHA 9222; EPA 1600/1604).

C) Turbidez não é marcador microbiológico específico. Pode elevar-se por argila, ferro, biofilme etc. Diretrizes (OMS; Portaria GM/MS 888/2021) não aceitam turbidez como substituto da análise de coliformes. É, no máximo, indicador operacional.

D) Basear-se apenas na fermentação da lactose em caldo Lactose Bile (presuntivo) sem confirmação leva a falsos positivos e não diferencia E. coli. Normas exigem etapa confirmatória (BGLB/EC, m-FC, substratos definidos) e, idealmente, quantificação.

E) Tiras rápidas qualitativas podem servir como triagem, mas não atendem a requisitos de conformidade por não fornecerem quantificação/validação regulamentar. Padrões exigem métodos reconhecidos (FM com meios padronizados, NMP ou substratos definidos) e confirmação de E. coli.

Referências essenciais (para estudo): WHO Guidelines for Drinking-water Quality; APHA Standard Methods (9221, 9222, 9223); US EPA Methods 1600/1604; Portaria GM/MS 888/2021 (Brasil).

Dica final de prova: quando aparecer “somente turbidez”, “sem confirmação” ou “teste rápido sem quantificar”, marque como insuficiente. Procure a opção com confirmação de E. coli e método padronizado.

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