A reabilitação pós-cirúrgica das fraturas proximais do úmer...

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Q3571898 Fisioterapia
A reabilitação pós-cirúrgica das fraturas proximais do úmero deve ocorrer de acordo com a liberação médica, respeitando-se o tempo necessário para a cicatrização dos tecidos e considerando-se as alterações clínicas esperadas para o paciente pós-cirúrgico. Em alguns casos, a intervenção fisioterapêutica pode ocorrer nos primeiros dias do pós-operatório, principalmente em intervenções cirúrgicas que envolvam a utilização de placa e, é imprescindível que se tenha contato com a equipe médica e que o paciente realize as radiografias solicitadas para a avaliação da consolidação e a liberação para o tratamento fisioterapêutico. Deste modo, são objetivos fisioterapêuticos na fase de pós-operatório imediato após a osteossíntese das fraturas proximais do úmero, exceto:
Alternativas

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Tema central: reabilitação no pós-operatório imediato após osteossíntese de fratura proximal do úmero (fixação com placa/parafusos). Nessa fase (0–2/4 semanas), o foco é proteger a fixação, controlar dor/edema e preservar mobilidade segura. ADM = amplitude de movimento.

Gabarito: B – “aumentar o ganho de ADM e força muscular com carga”.

Justificativa da correta (exceção): Fortalecimento com carga/resistência não é objetivo do pós-operatório imediato. O início de resistência externa e aumento significativo de ADM ativa do ombro ocorre apenas após evidências de consolidação e liberação médica, geralmente a partir de 6–12 semanas, conforme estabilidade do implante. Antecipar carga pode causar falha da fixação, deslocamento, dor e inflamação. Referências: AO Surgery Reference (AO Foundation), UpToDate (Rehabilitation after proximal humerus fracture), Brotzman & Wilk – Clinical Orthopaedic Rehabilitation.

Análise das alternativas incorretas:

A) Proteger o sítio cirúrgico – Correto e prioritário: uso de tipoia, limites de movimento (ex.: cautela com abdução/rotação externa), cuidados com curativo e educação para atividades de vida diária sem sobrecarga. A proteção evita estresse na placa/parafusos.

C) Manter a mobilidade do membro superior – Correto: mobilidade ativa de punho, dedos e cotovelo, mobilidade escapular, e, quando liberado, pendulares de Codman e movimentos passivos/assistidos suaves do ombro. Previne rigidez e capsulite adesiva sem comprometer a fixação.

D) Minimizar dor, edema e inflamação – Correto: crioterapia, posicionamento, elevação, contrações isométricas submáximas indolores de musculatura distal/escapular, e educação. Reduz resposta inflamatória e facilita recuperação funcional.

Estratégia de prova: Identifique palavras-chave: “pós-operatório imediato” + “osteossíntese” + “exceto”. Em fases iniciais, pense: proteger–controlar–manter. Termos como “com carga” e “fortalecer” sinalizam fase tardia. Sequência segura: 0–4 sem proteção e mobilidade suave; 4–8 sem progressão de ADM e ativa; 8–12+ sem fortalecimento.

Referências rápidas: AO Foundation – AO Surgery Reference; UpToDate – Proximal humerus fractures: Postoperative rehabilitation; AAOS; Brotzman & Wilk (3ª ed.).

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