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Q3451471 Técnicas em Laboratório
Sobre as técnicas de biossegurança em laboratórios de microbiologia e hidrobiologia, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).

I. Todos os laboratórios de microbiologia seguem apenas um manual de biossegurança.
II. Um laboratório que executa análises de amostras de água para pesquisar a presença de indicadores microbiológicos, bactérias patogênicas, vírus entéricos e protozoários patogênicos possui nível de segurança biológico 3.
III. Tanto os agentes biológicos quanto os laboratórios de microbiologia e parasitologia recebem uma classificação em níveis de biossegurança de acordo com os critérios de avaliação dos riscos biológicos. 
IV. Em um laboratório, é necessário utilizar técnicas de descontaminação e desinfecção rigorosas para todas as superfícies e equipamentos que entram em contato com amostras, além de exigir o uso obrigatório de EPIs, como luvas e máscaras, durante o manuseio de amostras e substâncias químicas.
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Tema central: Biossegurança em laboratórios de microbiologia/hidrobiologia — classificação de riscos, níveis de biossegurança (NB/BSL), e práticas de EPI e descontaminação.

Gabarito: E (assertivas III e IV corretas)

Por que está certo?

III. Verdadeira. Agentes biológicos são classificados em Grupos de Risco (GR1–GR4) e os laboratórios em Níveis de Biossegurança (NB1–NB4). A seleção do NB resulta de avaliação de risco que considera patogenicidade, via de transmissão, volume/procedimento e possibilidade de aerossóis. Não é relação 1:1, mas baseada em critérios técnicos (OMS, Laboratory Biosafety Manual 4ª ed.; CDC/NIH, BMBL 6ª ed.).

IV. Verdadeira. Práticas essenciais incluem descontaminação rigorosa de superfícies/equipamentos (ex.: hipoclorito 0,1–1%, álcool 70%, autoclavação) e uso obrigatório de EPIs no manuseio de amostras e químicos: luvas, avental/propé, proteção facial (máscara/respirador/óculos) conforme risco de respingos ou aerossóis. Alinha-se à NR-32 e aos manuais OMS/ANVISA.

Por que as outras estão erradas?

I. Falsa. Não há “um único” manual. Laboratórios seguem diretrizes internacionais (OMS LBM; CDC/NIH BMBL), normativas nacionais (NR-32, ANVISA) e POPs institucionais. A palavra “todos” e “apenas” é pista de erro em provas.

II. Falsa. Análises de água para indicadores (E. coli, enterococos), patógenos (p. ex., Salmonella), vírus entéricos e protozoários (Giardia/Cryptosporidium) são, em geral, realizadas em NB-2 com práticas reforçadas quando houver concentração/risco de aerossol. NB-3 é reservado a agentes com transmissão por aerossóis e alta gravidade (ex.: Mycobacterium tuberculosis), o que não é regra para rotinas de qualidade de água (OMS LBM 4ª ed.; BMBL 6ª ed.).

Estratégia de prova

- Desconfie de absolutismos (“todos”, “apenas”).

- Diferencie Grupo de Risco (agente) de Nível de Biossegurança (instalação/prática).

- NB-3 costuma envolver agentes com doença grave por via respiratória; rotinas ambientais/microbiológicas ficam no NB-2 com contenção adicional quando necessário.

Referências rápidas

- OMS: Laboratory Biosafety Manual, 4ª ed. (2020).
- CDC/NIH: Biosafety in Microbiological and Biomedical Laboratories (BMBL), 6ª ed. (2020).
- Brasil: NR-32 (Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde); ANVISA – Manual de Biossegurança em Serviços de Saúde.

Mantenha o foco na avaliação de risco para escolher NB, EPIs e procedimentos de descontaminação.

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