Sobre as técnicas de biossegurança em laboratórios de micro...
I. Todos os laboratórios de microbiologia seguem apenas um manual de biossegurança.
II. Um laboratório que executa análises de amostras de água para pesquisar a presença de indicadores microbiológicos, bactérias patogênicas, vírus entéricos e protozoários patogênicos possui nível de segurança biológico 3.
III. Tanto os agentes biológicos quanto os laboratórios de microbiologia e parasitologia recebem uma classificação em níveis de biossegurança de acordo com os critérios de avaliação dos riscos biológicos.
IV. Em um laboratório, é necessário utilizar técnicas de descontaminação e desinfecção rigorosas para todas as superfícies e equipamentos que entram em contato com amostras, além de exigir o uso obrigatório de EPIs, como luvas e máscaras, durante o manuseio de amostras e substâncias químicas.
Gabarito comentado
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Tema central: Biossegurança em laboratórios de microbiologia/hidrobiologia — classificação de riscos, níveis de biossegurança (NB/BSL), e práticas de EPI e descontaminação.
Gabarito: E (assertivas III e IV corretas)
Por que está certo?
III. Verdadeira. Agentes biológicos são classificados em Grupos de Risco (GR1–GR4) e os laboratórios em Níveis de Biossegurança (NB1–NB4). A seleção do NB resulta de avaliação de risco que considera patogenicidade, via de transmissão, volume/procedimento e possibilidade de aerossóis. Não é relação 1:1, mas baseada em critérios técnicos (OMS, Laboratory Biosafety Manual 4ª ed.; CDC/NIH, BMBL 6ª ed.).
IV. Verdadeira. Práticas essenciais incluem descontaminação rigorosa de superfícies/equipamentos (ex.: hipoclorito 0,1–1%, álcool 70%, autoclavação) e uso obrigatório de EPIs no manuseio de amostras e químicos: luvas, avental/propé, proteção facial (máscara/respirador/óculos) conforme risco de respingos ou aerossóis. Alinha-se à NR-32 e aos manuais OMS/ANVISA.
Por que as outras estão erradas?
I. Falsa. Não há “um único” manual. Laboratórios seguem diretrizes internacionais (OMS LBM; CDC/NIH BMBL), normativas nacionais (NR-32, ANVISA) e POPs institucionais. A palavra “todos” e “apenas” é pista de erro em provas.
II. Falsa. Análises de água para indicadores (E. coli, enterococos), patógenos (p. ex., Salmonella), vírus entéricos e protozoários (Giardia/Cryptosporidium) são, em geral, realizadas em NB-2 com práticas reforçadas quando houver concentração/risco de aerossol. NB-3 é reservado a agentes com transmissão por aerossóis e alta gravidade (ex.: Mycobacterium tuberculosis), o que não é regra para rotinas de qualidade de água (OMS LBM 4ª ed.; BMBL 6ª ed.).
Estratégia de prova
- Desconfie de absolutismos (“todos”, “apenas”).
- Diferencie Grupo de Risco (agente) de Nível de Biossegurança (instalação/prática).
- NB-3 costuma envolver agentes com doença grave por via respiratória; rotinas ambientais/microbiológicas ficam no NB-2 com contenção adicional quando necessário.
Referências rápidas
- OMS: Laboratory Biosafety Manual, 4ª ed. (2020).
- CDC/NIH: Biosafety in Microbiological and Biomedical Laboratories (BMBL), 6ª ed. (2020).
- Brasil: NR-32 (Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde); ANVISA – Manual de Biossegurança em Serviços de Saúde.
Mantenha o foco na avaliação de risco para escolher NB, EPIs e procedimentos de descontaminação.
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