Também conhecidos como testes neurodinâmicos, os testes neu...
“A posição inicial do teste com o paciente em sedestação na maca, realizar a flexão das colunas cervical, torácica e lombar, com os membros superiores estendidos atrás da coluna. Para a posição final, manter a posição inicial e realizar a extensão do joelho e a flexão dorsal do tornozelo. Para diferenciação de sintomas manter a posição anterior e realizar a extensão da coluna cervical para a diferenciação de sintomas musculoesqueléticos ou neurodinâmicos.”
Gabarito comentado
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Tema central: Testes neurodinâmicos avaliam a mecanossensibilidade e a mobilidade do sistema nervoso periférico, úteis na investigação de dor radicular e radiculopatia. No quadrante inferior, destacam-se o Slump e o Lasègue (SLR).
Alternativa correta: D – Teste neurodinâmico do nervo isquiático (Slump)
O enunciado descreve exatamente o Slump Test: paciente em sedestação, com flexão de coluna cervical, torácica e lombar; depois, realiza-se extensão do joelho e dorsiflexão do tornozelo. Para diferenciação estrutural, modifica-se a posição cervical (no caso, extensão cervical) para verificar se os sintomas diminuem, sugerindo origem neurodinâmica. O teste é considerado positivo quando há reprodução de sintomas neurodinâmicos (ex.: dor/parestesia em trajeto ciático) modulados por movimentos que alteram a tensão neural.
Por que isso importa? O Slump tensiona a cadeia neural posterior (medula/dura, raízes lombossacras e nervo isquiático). Alterar o posicionamento cervical muda a tensão neural global, auxiliando a distinguir entre dor musculoesquelética local e envolvimento neural. Diretrizes clínicas para lombalgia (APTA/JOSPT 2021) recomendam testes como SLUMP e SLR na avaliação de radiculopatia.
Estratégia de prova: Sinais-chave do Slump: sedestação + flexão global da coluna + extensão do joelho + dorsiflexão + modulação por movimento cervical. Se você ler “decúbito dorsal” e “elevação do membro”, pense em Lasègue, não Slump.
Por que as demais estão incorretas?
A – Lasègue (SLR): realizado em decúbito dorsal com elevação passiva do membro inferior em extensão do joelho; pode-se adicionar dorsiflexão e flexão cervical para sensibilização. Não envolve sedestação com flexão global de coluna como posição inicial. Logo, não corresponde à descrição.
B – Teste do nervo ulnar: neurodinâmica de quadrante superior. Envolve ombro abduzido/rotado, flexão de cotovelo, extensão de punho/dedos com desvio ulnar e variações de inclinação cervical. Não tem relação com extensão de joelho e dorsiflexão do tornozelo.
C – Teste do nervo mediano: também do quadrante superior (ULNT1): ombro em abdução/rotação externa, cotovelo em extensão, punho e dedos em extensão, supinação do antebraço e inclinação cervical contralateral. Novamente, não há componentes de membro inferior descritos no enunciado.
Referências úteis: APTA/JOSPT Clinical Practice Guideline – Low Back Pain (2021) recomenda SLR/SLUMP para investigação de radiculopatia; Butler DS. The Sensitive Nervous System; Shacklock P. Clinical Neurodynamics.
Dica final: Lembre: sedestação + cadeia neural posterior + modulação por cervical = Slump.
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