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Q3571893 Fisioterapia
Também conhecidos como testes neurodinâmicos, os testes neurais avaliam tanto os aspectos mecânicos quanto os fisiológicos do sistema nervoso periférico. Existem os testes neurais utilizados no quadrante superior assim como os testes neurais do quadrante inferior, eles podem ser utilizados para disfunções da coluna que causam sintomas de dores radiculares ou radiculopatias. Leia a descrição a seguir e assinale a alternativa que apresenta o nome do teste neurodinâmico descrito.  

“A posição inicial do teste com o paciente em sedestação na maca, realizar a flexão das colunas cervical, torácica e lombar, com os membros superiores estendidos atrás da coluna. Para a posição final, manter a posição inicial e realizar a extensão do joelho e a flexão dorsal do tornozelo. Para diferenciação de sintomas manter a posição anterior e realizar a extensão da coluna cervical para a diferenciação de sintomas musculoesqueléticos ou neurodinâmicos.” 
Alternativas

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Tema central: Testes neurodinâmicos avaliam a mecanossensibilidade e a mobilidade do sistema nervoso periférico, úteis na investigação de dor radicular e radiculopatia. No quadrante inferior, destacam-se o Slump e o Lasègue (SLR).

Alternativa correta: D – Teste neurodinâmico do nervo isquiático (Slump)

O enunciado descreve exatamente o Slump Test: paciente em sedestação, com flexão de coluna cervical, torácica e lombar; depois, realiza-se extensão do joelho e dorsiflexão do tornozelo. Para diferenciação estrutural, modifica-se a posição cervical (no caso, extensão cervical) para verificar se os sintomas diminuem, sugerindo origem neurodinâmica. O teste é considerado positivo quando há reprodução de sintomas neurodinâmicos (ex.: dor/parestesia em trajeto ciático) modulados por movimentos que alteram a tensão neural.

Por que isso importa? O Slump tensiona a cadeia neural posterior (medula/dura, raízes lombossacras e nervo isquiático). Alterar o posicionamento cervical muda a tensão neural global, auxiliando a distinguir entre dor musculoesquelética local e envolvimento neural. Diretrizes clínicas para lombalgia (APTA/JOSPT 2021) recomendam testes como SLUMP e SLR na avaliação de radiculopatia.

Estratégia de prova: Sinais-chave do Slump: sedestação + flexão global da coluna + extensão do joelho + dorsiflexão + modulação por movimento cervical. Se você ler “decúbito dorsal” e “elevação do membro”, pense em Lasègue, não Slump.

Por que as demais estão incorretas?

A – Lasègue (SLR): realizado em decúbito dorsal com elevação passiva do membro inferior em extensão do joelho; pode-se adicionar dorsiflexão e flexão cervical para sensibilização. Não envolve sedestação com flexão global de coluna como posição inicial. Logo, não corresponde à descrição.

B – Teste do nervo ulnar: neurodinâmica de quadrante superior. Envolve ombro abduzido/rotado, flexão de cotovelo, extensão de punho/dedos com desvio ulnar e variações de inclinação cervical. Não tem relação com extensão de joelho e dorsiflexão do tornozelo.

C – Teste do nervo mediano: também do quadrante superior (ULNT1): ombro em abdução/rotação externa, cotovelo em extensão, punho e dedos em extensão, supinação do antebraço e inclinação cervical contralateral. Novamente, não há componentes de membro inferior descritos no enunciado.

Referências úteis: APTA/JOSPT Clinical Practice Guideline – Low Back Pain (2021) recomenda SLR/SLUMP para investigação de radiculopatia; Butler DS. The Sensitive Nervous System; Shacklock P. Clinical Neurodynamics.

Dica final: Lembre: sedestação + cadeia neural posterior + modulação por cervical = Slump.

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