A complexa e contraditória moral do homem pode ser deduzida ...
Gabarito comentado
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Gabarito: E
Fundamento decisivo: O critério é semântico-textual: o comando pede a passagem que sintetiza a ideia de moral humana complexa e contraditória, e o trecho decisivo é "Para Jung, o bem e o mal \"constituem, juntamente, um todo paradoxal\".". Como essa formulação explicita a coexistência contraditória entre os polos morais, ela conduz ao gabarito E.
- Quando o comando pedir a passagem de que se deduz uma ideia geral, procure o trecho mais conceitual, não um exemplo comportamental.
- Diferencie tese de consequência: crítica à simplificação moral não é o mesmo que definição da moral humana.
- Em interpretação, localize a palavra-chave do comando no texto; aqui, a noção decisiva estava condensada em "todo paradoxal".
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Comentários
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Gabarito letra E
A palavra "paradoxal" ajudou muito.
A
nos submetermos à ideologia mais confortável e simplificada. - SUBMETE - CONFORTAVEL
B
nosso acatamento irrefletido de uma escolha. - ACATAR IRREFLETIR - NÃO TEM LUTA
C
Quando se toca no mal, corre-se o risco iminente de se sucumbir a ele. EU ESCOLHI E JÁ SEI O RISCO
D
nossa submissão sem volta a um campo de julgamento em que os valores já estão firmados. JÁ SUBMETI E PRONTO
E
o bem e o mal "constituem, juntamente, um todo paradoxal". - BEM DIFERENTE DE MAL, PARADOXO.
Paradoxal = Contraditório. Daí já ajudou muito.
NOSSA UNS 10 MINUTOS PARA RESOLVER... MAS AO MENOS ACERTEI! NÃO SEI SE ENTENDI, MAS ACERTEI... RSRS...
ChatGPT/Gemini
E) o bem e o mal “constituem, juntamente, um todo paradoxal”.
Comentário
A questão pede a passagem que permite deduzir a complexidade e contradição da moral humana.
A palavra-chave é justamente:
- “paradoxal” → algo contraditório, complexo, que reúne elementos aparentemente opostos.
Quando Carl Gustav Jung afirma que: “o bem e o mal constituem, juntamente, um todo paradoxal”,
ele mostra que a moral humana não é simples nem totalmente separada entre “bem absoluto” e “mal absoluto”. Há tensão, ambiguidade e complexidade nas escolhas humanas.
Essa é exatamente a ideia pedida no enunciado.
Por que as outras alternativas estão incorretas?
As alternativas A, B, C e D trazem trechos que ilustram o comportamento de fuga dessa complexidade, e não a definição da moral em si:
- A) nos submetermos à ideologia mais confortável e simplificada.
- Incorreta. Isso descreve uma atitude de covardia intelectual ou conveniência do sujeito para fugir da complexidade, buscando o que é "mais fácil".
- B) nosso acatamento irrefletido de uma escolha.
- Incorreta. Mostra o automatismo e a falta de reflexão, que é o "malefício fundamental" apontado no texto, não a natureza complexa da moral.
- C) Quando se toca no mal, corre-se o risco iminente de se sucumbir a ele.
- Incorreta. Trata-se de um alerta de Jung sobre o perigo do contágio psíquico pelo mal ou da perda de consciência ao lidar com ele, mas não sintetiza a ideia de uma moral contraditória.
- D) nossa submissão sem volta a um campo de julgamento em que os valores já estão firmados.
- Incorreta. Descreve o processo de cristalização e engessamento do julgamento (polarizações mecânicas), que simplifica a moral em vez de encará-la em sua contradição viva.
Quando o enunciado usa expressões como:
- “complexa”,
- “contraditória”,
- “ambígua”,
procure no texto palavras semanticamente equivalentes:
- paradoxal,
- ambivalente,
- contraditório,
- tensão,
- dualidade.
Aqui, “todo paradoxal” praticamente entrega o gabarito.
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