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Q3995426 Medicina
    L.R.S., masculino15 anos, previamente saudável, relata dor progressiva na região distal do fêmur direito há três meses, inclusive com piora noturna e aumento de volume local. A radiografia evidencia lesão óssea lítica de padrão permeativo, com reação periosteal em “raios de sol” e rompimento da cortical. Não há história de trauma. De acordo com o Consenso da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT, 2019) sobre tumores ósseos primários, qual é a conduta inicial mais adequada? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Dor progressiva com piora noturna, aumento de volume local e radiografia com lesão lítica permeativa, reação periosteal em raios de sol e rompimento cortical em adolescente caracterizam lesão óssea agressiva, altamente suspeita de tumor ósseo maligno primário; a conduta inicial é encaminhamento para investigação oncológica especializada.

Tema central: Lesão óssea agressiva
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque reconhece o conjunto de achados clínicos e radiográficos como sugestivo de agressividade óssea. O padrão permeativo, a reação periosteal agressiva em raios de sol e a destruição cortical indicam crescimento rápido e comportamento biológico agressivo. Em um adolescente com dor progressiva, piora noturna e aumento de volume no fêmur distal, isso impõe investigação oncológica especializada antes de qualquer conduta local definitiva.
B
Errada
Está errada porque o padrão descrito não corresponde a lesão benigna de crescimento lento. Lesões benignas indolentes tendem a apresentar margens mais bem definidas, menor agressividade periosteal e não costumam cursar com destruição cortical exuberante associada a padrão permeativo. Além disso, dor progressiva noturna com aumento de volume é sinal de alarme, incompatível com simples observação seriada nesse contexto.
C
Errada
Está errada porque a radiografia simples é exame inicial fundamental para levantar a suspeita, mas não define sozinha o diagnóstico definitivo de tumor ósseo. Pela própria base, esse tipo de quadro requer correlação clínico-radiológica, estadiamento por imagem e confirmação histológica em centro especializado. Fechar diagnóstico apenas pela radiografia é tecnicamente inadequado.
D
Errada
Está errada porque a ausência de trauma não exclui neoplasia óssea maligna. Esse antecedente não tem valor para praticamente afastar malignidade, e muitos tumores ósseos se manifestam justamente com dor espontânea progressiva e aumento de volume. Usar a falta de trauma como argumento contra neoplasia contraria o critério diagnóstico aplicável ao caso.
Pegadinha da questão
A banca explora a tendência de minimizar o quadro por se tratar de paciente jovem ou de considerar a radiografia típica como diagnóstico definitivo; o ponto correto era reconhecer que idade adolescente, dor noturna, massa local e sinais radiográficos agressivos aumentam, e não reduzem, a suspeita de tumor ósseo maligno e impõem encaminhamento especializado.
Dica para questões semelhantes
  • Em tumor ósseo, padrão permeativo, reação periosteal agressiva e ruptura cortical devem ser lidos como sinais de agressividade biológica.
  • Dor óssea progressiva, noturna, com aumento de volume em adolescente não combina com conduta expectante quando a radiografia é agressiva.
  • Radiografia simples sustenta a suspeita inicial, mas não substitui investigação especializada e confirmação histológica.
  • Ausência de trauma não serve para afastar neoplasia óssea.

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