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Q3995415 Medicina
    M.M.S., mulher de 78 anos, com diagnóstico conhecido de osteoporose, sofre queda da própria altura, evoluindo com dor intensa e limitação funcional no ombro direito. A radiografia evidencia fratura desviada da extremidade proximal do úmero em três partes, sem sinais de lesão neurovascular. A paciente é independente nas atividades básicas, mas tem baixa demanda funcional e não pratica atividades físicas regulares. A equipe discute entre conduta cirúrgica e conservadora.     Com base no Consenso da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT, 2019), qual deve ser a conduta mais adequada neste caso? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Gabarito: B

Fundamento decisivo: Segundo o Consenso SBOT 2019, nas fraturas desviadas da extremidade proximal do úmero em 3 ou 4 partes em idosos há equivalência global de desfechos entre tratamento cirúrgico e conservador; por isso, a paciente de 78 anos com fratura em 3 partes e baixa demanda funcional deve ser avaliada de forma individualizada, o que sustenta o gabarito B.

Tema central: Fratura proximal do úmero em idosa
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque afirma superioridade significativa da cirurgia em função e dor e a trata como preferível em todos os casos, o que contraria a SBOT 2019, que descreve equivalência global de desfechos e não estabelece benefício universal da cirurgia.
B
Certa
A alternativa B está correta porque reproduz a recomendação da SBOT 2019: em idosos com fraturas desviadas da extremidade proximal do úmero em 3 ou 4 partes, os desfechos são globalmente equivalentes entre cirurgia e tratamento conservador, devendo a decisão considerar nível de atividade e expectativa funcional. No caso, a baixa demanda funcional reforça essa individualização.
C
Errada
Incorreta porque indica artroplastia reversa como primeira linha universal. Pela SBOT 2019, ela é um método promissor, mas ainda sem estudos com metodologia adequada para sustentar sua indicação rotineira como conduta inicial em todos os idosos com esse padrão de fratura.
D
Errada
Incorreta porque contraindica o tratamento conservador nesse perfil, o que não é समर्थado pela diretriz. A SBOT 2019 reconhece equivalência global entre tratamento conservador e cirúrgico em idosos com fraturas desviadas em 3 ou 4 partes, sem contraindicação geral do manejo não operatório.
Pegadinha da questão
A expressão 'fratura desviada em três partes' induz à ideia de cirurgia obrigatória, mas o consenso cobrado prioriza a equivalência de desfechos e a individualização pela demanda funcional.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão citar SBOT 2019 para fratura proximal do úmero em 3 ou 4 partes no idoso, lembre que não há superioridade global estabelecida entre cirurgia e conservador.
  • Valorize o perfil funcional do paciente: nível de atividade e expectativa de resultado orientam a decisão.
  • Não escolha cirurgia apenas pelo desvio radiográfico, a menos que o enunciado traga complicação objetiva que imponha outra conduta.
  • Desconfie de alternativas que apresentem artroplastia reversa como primeira linha universal.

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