O debate sociológico sobre a educação oscila historicamente...
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Ano: 2026
Banca:
Instituto Legatus
Órgão:
Prefeitura de Caxingó - PI
Prova:
Instituto Legatus - 2026 - Prefeitura de Caxingó - PI - Professor de Educação Infantil até 5º Ano |
Q4414183
Pedagogia
O debate sociológico sobre a educação oscila
historicamente entre a ênfase na função integradora da
escola — instância de coesão e de continuidade da vida
social — e a denúncia de seu papel na conservação das
desigualdades, com desdobramentos teóricos que vão
do funcionalismo clássico às teorias da reprodução e às
perspectivas que recolocam a escola como espaço
possível de transformação. Em seminário sobre as
bases sociológicas da educação, os participantes
examinaram a educação como processo social, as
instituições sociais básicas e a tensão entre educação
para o controle e educação para a transformação social.
A respeito desse quadro teórico, julgue as afirmativas a
seguir:
I. Para Durkheim, a educação constitui socialização metódica das novas gerações, e sua função homogeneizadora não exclui a diferenciação dos indivíduos, exigida pela crescente divisão do trabalho nas sociedades complexas.
II. Na formulação de Bourdieu e Passeron, a ação pedagógica configura violência simbólica porque impõe, como cultura legítima, um arbitrário cultural vinculado às classes dominantes, dissimulando as relações de força que sustentam essa imposição.
III. As teorias crítico-reprodutivistas, ao explicitarem os mecanismos de reprodução social operados pela escola, formularam simultaneamente uma proposta pedagógica de intervenção escolar destinada a transformar a estrutura social a partir da própria instituição.
IV. A perspectiva gramsciana, ao conceber a escola unitária como instância de elevação cultural das classes subalternas e de disputa pela hegemonia, permite pensar a educação para a transformação social sem negar o vínculo da escola com as relações de poder.
I. Para Durkheim, a educação constitui socialização metódica das novas gerações, e sua função homogeneizadora não exclui a diferenciação dos indivíduos, exigida pela crescente divisão do trabalho nas sociedades complexas.
II. Na formulação de Bourdieu e Passeron, a ação pedagógica configura violência simbólica porque impõe, como cultura legítima, um arbitrário cultural vinculado às classes dominantes, dissimulando as relações de força que sustentam essa imposição.
III. As teorias crítico-reprodutivistas, ao explicitarem os mecanismos de reprodução social operados pela escola, formularam simultaneamente uma proposta pedagógica de intervenção escolar destinada a transformar a estrutura social a partir da própria instituição.
IV. A perspectiva gramsciana, ao conceber a escola unitária como instância de elevação cultural das classes subalternas e de disputa pela hegemonia, permite pensar a educação para a transformação social sem negar o vínculo da escola com as relações de poder.