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Q378326 Enfermagem
Constatando-se o quadro clínico de tétano acidental, o seu tratamento é obrigatoriamente hospitalar. Nesse caso, prescreve-se como intervenção/cuidado de enfermagem
Alternativas

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O tétano acidental é uma toxi-infecção grave, não contagiosa, causada pela ação de exotoxinas produzidas pelo bacilo tetânico, as quais provocam um estado de hiperexcitabilidade do sistema nervoso central. Clinicamente, o Tétano Acidental se manifesta com febre baixa ou ausente, hipertonia muscular mantida, hiperreflexia e espasmos ou contraturas paroxísticas.

Os princípios básicos do tratamento do tétano são: sedação do paciente; neutralização da toxina tetânica; erradicação do C. tetani do paciente, debridamento do foco infeccioso e medidas gerais de suporte.

A doença não confere imunidade, logo, deve-se fazer a imunização com o toxoide antes da alta. Normalmente o paciente acometido pelo tétano acidental se submete a imunização passiva e ativa (vacina).

Resposta C

Bibliografia

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Doenças infecciosas e parasitárias : guia de bolso / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância Epidemiológica. – 8. ed. rev. – Brasília : Ministério da Saúde, 2010.

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a mudança de decúbito também faz parte

A vacinação é a única forma de proteção. Para uma imunização adequada, em caso de ferimento, é preciso ter tomado três doses de toxóide tetânico (presente em todas as seguintes vacinas: DTP, DT e dT), tendo sido a última dose há menos de dez anos.

Para quem também teve dúvidas quanto ao gabarito, sobre a alternativa de mudança de decúbito: é uma prática relevante e documentada nos cuidados de tétano, inclusive a literatura de enfermagem cita reposicionamento no leito para prevenir lpp em pacientes sedados/imobilizados, porém, o tétano causa hiperexcitabilidade do sistema nervoso central, e os espasmos musculares são desencadeados por estímulos táteis, sonoros, luminosos e por manipulação do paciente. Isso significa que reposicionar o paciente não pode seguir um protocolo mecânico rígido "de 2 em 2 horas" como se fosse qualquer paciente acamado comum, precisa ser feito com cautela, coordenado com sedação, minimizando estímulo. Por isso, embora a troca de decúbito faça parte do cuidado geral, ela não é a conduta específica e obrigatória do tétano da forma como a alternativa descreve.

Por que C é a resposta oficial: o ponto-chave do tétano, que aparece de forma consistente em materiais do MS e manuais de referência (MSD, vigilância epidemiológica), é que o tétano NÃO confere imunidade, diferente da maioria das infecções, ou seja, ter tido tétano não protege contra um novo episódio. Por isso, é preconizado vacinar o paciente antes da alta hospitalar, completando o esquema básico, independente do quadro ter sido curado.

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