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Q1224939 Saúde Pública
“A febre amarela foi o principal problema de saúde pública já enfrentado pelo Brasil, tanto pelo alto índice de letalidade da própria doença, como pelo desconhecimento da sua profilaxia e tratamento, na segunda metade do século XIX, quando ela se instalou no litoral brasileiro e depois se alastrou pelo interior do país. O trabalho de combate até a erradicação da febre amarela urbana no Brasil durou mais de 50 anos e não foi obra de uma só pessoa.”
(O Estado de São Paulo, nº 63 - Suplemento do Centenário, 06.03.76)
No início do século XX quase a totalidade do território brasileiro era área de risco de febre amarela. A erradicação da modalidade urbana da doença e a manutenção de casos humanos de febre amarela silvestre, estudos epidemiológicos anteriores à década de 70 tornaram possível a delimitação de áreas epidemiologicamente distintas no país.
Sobre essas áreas epidemiológicas é INCORRETO afirmar:
Alternativas

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Vamos explorar a questão sobre áreas epidemiológicas da febre amarela no Brasil, um tema crucial para entender a dinâmica de transmissão e controle dessa doença. A febre amarela é uma doença viral transmitida por mosquitos, e o Brasil enfrentou grandes desafios para erradicar a forma urbana dessa doença. Compreender as áreas epidemiológicas ajuda a tomar medidas adequadas de vigilância e controle.

Alternativa Incorreta: C - A afirmação é que a área enzoótica abrange regiões como o Centro-Oeste, Norte e o agreste Nordestino, mencionando macacos-aranha e saguis como reservatórios com baixas taxas de letalidade. Essa descrição contém erros, pois os macacos-aranha não são os principais reservatórios da febre amarela. Além disso, a letalidade não é uma característica utilizada para descrever áreas enzoóticas. Os reservatórios comuns são macacos como os bugios, não os mencionados na alternativa.

Agora, vamos entender o porquê das outras alternativas estarem corretas:

Alternativa A - Área endêmica descreve corretamente uma região onde o vírus circula constantemente entre hospedeiros naturais, como macacos, e onde os humanos podem ser infectados acidentalmente. Esta afirmação está alinhada com o conceito de endemia, onde a presença do vírus é contínua em uma região específica.

Alternativa B - Área Indene é corretamente descrita como uma região onde existe o vetor, mas não há circulação do vírus. Isso pode ocorrer em regiões onde há controle eficaz do vírus ou prevenção através da vacinação.

Alternativa D - Área de transição é bem definida, mencionando regiões onde havia intensa circulação do vírus entre hospedeiros naturais. Isso ocorre em regiões fronteiriças entre áreas endêmicas e indenes, onde a vigilância precisa ser reforçada.

Para resolver questões desse tipo, é importante entender termos epidemiológicos e a geografia das doenças, além de estar atento a detalhes que podem ser pegadinhas, como nomes incorretos de espécies ou características errôneas dos reservatórios.

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Enzootia e Epizootia são os termos equivalentes não humanos a endemia e epidemia.

"O Brasil possui a maior área enzoótica de febre amarela do mundo, abrangendo cerca de 5 milhões de km2 , correspondendo à Região da Bacia Amazônica, que inclui as Unidades da Federação da Região Norte e Centro-Oeste e a Pré-Amazônia Maranhense"

"O vírus da febre amarela é transmitido quando mosquitos de três espécies específicas picam humanos, macacos, alguns marsupiais e, acredita-se, também alguns roedores"

"No Brasil, as áreas de risco para febre amarela silvestre são divididas em áreas endêmicas e de transição. A primeira compreende toda a região Norte, o estado do Maranhão e a região Centro-Oeste. As áreas de transição compreendem o sul do Piauí, o oeste da Bahia, o centro-oeste de Minas Gerais e o oeste de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul."

EPIZOOTIA: É um conceito utilizado na saúde pública veterinária para qualificar a ocorrência de um determinado evento em um número de animais ao mesmo tempo e na mesma região, podendo levar ou não a morte.

As principais são: Dengue, Febre Amarela, Febre do Nilo Ocidental, encefalite de Saint Louis, Mayaro, Oropouche, Chikungunya e Encefalites Eqüinas.

Gabarito C

Altas mortalidades.

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