Enquanto outros garotos 'disputavam' partidas de futebol ou...
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Ano: 2023
Banca:
AMEOSC
Órgão:
Prefeitura de Guaraciaba - SC
Prova:
AMEOSC - 2023 - Prefeitura de Guaraciaba - SC - Advogado - Edital nº 1 |
Q4358997
Português
Texto associado
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Ganhei R$ 70 mil com apostas online e perdi tudo
logo depois
Enquanto outros garotos disputavam partidas de futebol
ou iam à praia com os amigos, Santiago Caamaño tinha
apenas uma obsessão: jogar.
Dos 14 aos 22 anos, a vida deste jovem galego de
Muros, no norte da Espanha, girou em torno do jogo de
azar - ele chegou a perder quase 13 mil euros (cerca de
R$ 71,5 mil) em um dia.
O caso dele não é um incidente isolado. Segundo dados
do Ministério do Consumo da Espanha, os jogadores
online com menos de 25 anos passaram de 28% em
2016 para 48% em 2021. E começam a jogar, em média,
aos 15 anos.
Embora seja difícil saber o número de pessoas viciadas
em jogos de azar a nível global, já que muitos países
não têm dados oficiais, algumas entidades como a
Associação Europeia para o Estudo do Jogo (EASG, na
sigla em inglês) alertam que entre 0,5% e 2% da
população mundial tem problemas com jogo.
No Brasil, por exemplo, dados afirmam que 1% tem
transtorno do jogo, e 1,3% uma síndrome parcial,
totalizando 2,3% da população, de acordo com Hermano
Tavares, coordenador do Programa Ambulatorial do Jogo
Patológico (Pro-Amjo) do Hospital das Clínicas da
Universidade de São Paulo (USP).
"E se você considerar a taxa de exposição, que é a
pessoa que não aposta, mas convive com um apostador,
e, consequentemente, sofre com todos os problemas
dele, como desemprego, endividamento extremo,
inadimplência, privação de oportunidades, isso chega a
10% da população", acrescentou Tavares em entrevista
prévia à BBC News Brasil.
Organizações de terapeutas de várias partes do mundo
concordam que o perfil do jogador compulsivo mudou.
Se, há uma década, tratava-se de homens de 50 anos
viciados em máquinas caça-níqueis - jogo que é operado
ilegalmente no Brasil -, hoje, são jovens obcecados por
jogos online e apostas esportivas.
Santiago Caamaño é um desses jovens afetados. Sua
família e amigos nunca se deram conta de nada. "Afinal,
um ludopata não é apenas um mentiroso compulsivo,
mas também, um ótimo mentiroso", diz ele à BBC News
Mundo. Quando ganhava, ele aproveitava para pagar as
dívidas, mas depois, voltava a perder e a dever dinheiro.
"É como um círculo vicioso do qual você não consegue
sair", afirma.
A ludopatia é reconhecida como uma condição
patológica caracterizada pela compulsão de uma pessoa
por jogos de azar, o que pode levá-la a graves
consequências financeiras, sociais, físicas e emocionais.
Ele acredita que é importante chamar a atenção sobre a
ludopatia desde a escola para que os alunos saibam as
consequências que esta doença pode trazer.
"Eu sempre digo a mesma coisa: quem vira ludopata é
porque já jogou. Quem não joga nunca será ludopata.
Então, por que arriscar?"
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4nzy9278zro. Adaptado.
Enquanto outros garotos 'disputavam' partidas de futebol
ou 'iam' à praia com os amigos, Santiago Caamaño tinha
apenas uma obsessão: 'jogar'.
Os verbos destacados encontram-se conjugados, respectivamente, no:
Os verbos destacados encontram-se conjugados, respectivamente, no: