Sobre fístula urinária, analise as assertivas. I- Ocorre, n...
I- Ocorre, no geral, nos primeiros 15 dias de pósoperatório.
II- O local de ocorrência mais frequente é na anastomose ureterovesical.
III- O diagnóstico é firmado pela punção e análise bioquímica da coleção, que revela altos níveis de creatinina e potássio.
IV- É uma complicação cirúrgica clinicamente significativa rara no transplante renal.
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Tema central: A questão aborda fístula urinária — complicação típica do transplante renal —, seu diagnóstico, principais localizações e frequência clínica.
Justificativa da alternativa correta (D): Deve-se considerar incorreta apenas a assertiva IV, pois as fístulas urinárias são reconhecidamente complicações cirúrgicas clinicamente significativas e NÃO são raras no transplante renal.
De acordo com o Projeto Diretrizes da Associação Médica Brasileira/CFM: “Prevalência: 5,7%.” Outras revisões nacionais indicam incidência de 1,2% a 8,9%. Portanto, não se trata de raridade e muitos centros de transplante precisam estar preparados para intervir.
Análise crítica das assertivas:
I – Correta. Sobre o tempo de aparecimento: “A manifestação é geralmente precoce, na primeira semana pós-transplante.” (Projeto Diretrizes AMB/CFM, seção Fístula Urinária). Ressalte que situações além dos 15 dias são excepcionais, mas a maioria dos casos ocorre nos primeiros dias.
Estratégia: Atenção a expressões de tempo – questões costumam cobrar detalhes cronológicos para pegar o candidato desatento.
II – Correta. O local mais frequente é a anastomose ureterovesical, geralmente devido à isquemia do ureter distal no transplante. Diretrizes apontam bexiga, ureter e cálices, mas a anastomose com a bexiga é, de fato, a principal.
Dica: Guarde locais anatômicos clássicos, pois são frequentes em questões.
III – Correta. O diagnóstico se apoia na análise do conteúdo líquido da coleção, que mostra níveis elevados de ureia, creatinina e potássio — produtos exclusivos da urina.
Observação: A punção é particularmente útil para diferenciar coleções sépticas de urinomas.
IV – Incorreta. A incidência torna a complicação significativa e não rara, como discutido.
Pegadinha: Palavras como “raro” ou “incomum” devem ser avaliadas criticamente: revisões epidemiológicas confiáveis sempre são o melhor parâmetro.
Protocolos e evidências: Conforme citado, o “Transplante Renal: Complicações Cirúrgicas – Fístula Urinária” destaca que a conduta geralmente é reimplante ureteral associado à derivação urinária. A abordagem pode variar a depender do volume vazado e das condições do enxerto.
Resumo para provas:
- Fístula urinária não é rara no transplante renal;
- Aparece precocemente (primeira semana);
- Anastomose ureterovesical é o local clássico;
- Diagnóstico confirmado por análise bioquímica da coleção.
Palavras finais: Foque nos dados epidemiológicos e nos detalhes cronológicos das complicações pós-transplante, pois são temas recorrentes. Questões assim testam sua atenção a detalhes do enunciado: cuidado com generalizações (“raridade”, “sempre”, “nunca”).
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