De acordo com o diálogo e as situações demonstradas abaixo,...
1. Na sala do Chefe:
Rui, o Empregado:- Com licença, Senhor Marcos! A diretora pediu-me que lhe entregasse o relatório. Marcos, o Chefe:- Obrigado! Deixe-me verificar os números.
2. Na partida de futebol, com os amigos:
Rui:- E aí, Mermão? Tudo” belê”? Amigo 1:- E aí, mano?
( ) Na situação 1, há a função metalinguística e uma variação discursiva diastrática em relação ao diálogo e situação do número 2;
( ) No diálogo 1, tem um caso de colocação pronominal de mesóclise; e no diálogo 2, o uso da língua na forma coloquial;
( ) Nos diálogos 1 e 2, há linguagem verbal, há variação linguística diafásica entre os diálogos e colocação pronominal no 1 e uso da linguagem informal no 2;
( ) No diálogo 2, o uso da língua padrão predomina, e, no diálogo 1, a variação linguística discursiva é diacrônica.
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Tema central: A questão aborda variações linguísticas – principalmente diferenças entre variação diafásica e diastrática –, além de colocação pronominal (com foco no uso da mesóclise e da próclise) e o reconhecimento da função metalinguística.
Comentário e justificativa da alternativa correta (A):
Afirmação 1: É falsa, pois não há função metalinguística no diálogo 1 – que aconteceria se o diálogo estivesse tratando da própria linguagem (como definir uma palavra ou explicar um termo). Também está errado classificar a diferença entre os diálogos como diastrática, pois trata-se de variação diafásica (variação de registro conforme o contexto: formal x informal), e não por diferença entre grupos sociais.
Afirmação 2: Também falsa: No diálogo 1, o destaque é para o emprego da próclise, com o pronome (“lhe entregasse”) antes do verbo – não há mesóclise, que ocorre no meio do verbo e é típica do futuro: “entregar-lhe-ei”. O diálogo 2, de fato, utiliza a língua de forma coloquial (“E aí, Mermão? Tudo belê?”), mas a presença da falsa mesóclise invalida a assertiva.
Afirmação 3: Verdadeira. Ambos são exemplos de linguagem verbal. Entre eles, ocorre variação diafásica: o diálogo 1 é formal, com termos de cortesia, enquanto o 2 é marcadamente informal, repleto de gírias. O emprego de colocação pronominal (próclise) no 1 e o tom coloquial no 2 completam a assertiva.
Afirmação 4: Falsa: No diálogo 2, não predomina língua padrão (ao contrário!), e o conceito de variação diacrônica diz respeito à mudança histórica da língua, não se aplica ao contexto apresentado.
Estratégias para interpretar questões assim:
- Destaque sempre palavras-chave como “função metalinguística”, “diastrática”, “diafásica” e “diacrônica”.
- Analise o contexto formal/informal como pista fundamental para variação diafásica.
- Lembre-se: mesóclise só ocorre no futuro dos verbos (“dir-lhe-ei”); todo outro caso, fora dessa estrutura, não é mesóclise.
Alternativa correta: A) F – F – V – F
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Comentários
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**Resposta correta: Alternativa A (F – F – V – F)**
**Análise detalhada:**
1. **(F) Na situação 1, há a função metalinguística e uma variação discursiva diastrática em relação ao diálogo e situação do número 2:**
- **Função metalinguística** (quando a linguagem fala sobre si mesma) **não está presente** no diálogo 1.
- **Variação diastrática** (diferenças por grupos sociais) **existe** (formal vs. informal), mas a afirmação sobre a função metalinguística invalida a alternativa.
2. **(F) No diálogo 1, tem um caso de colocação pronominal de mesóclise; e no diálogo 2, o uso da língua na forma coloquial:**
- **Mesóclise** ocorre quando o pronome é inserido no meio do verbo (ex.: *"entregar-lhe-ia"*). No diálogo 1, há **próclise** (*"pediu-me"*) e **próclise novamente** (*"lhe entregasse"*), **não mesóclise**.
- O diálogo 2 **é coloquial** (correto), mas a primeira parte está errada.
3. **(V) Nos diálogos 1 e 2, há linguagem verbal, há variação linguística diafásica entre os diálogos e colocação pronominal no 1 e uso da linguagem informal no 2:**
- **Linguagem verbal**: Ambos usam comunicação oral.
- **Variação diafásica**: Diferença de registro (formal vs. informal).
- **Colocação pronominal no 1**: *"pediu-me"* (próclise correta).
- **Linguagem informal no 2**: *"Mermão"*, *"belê"*.
4. **(F) No diálogo 2, o uso da língua padrão predomina, e, no diálogo 1, a variação linguística discursiva é diacrônica:**
- **Diálogo 2** usa **linguagem informal**, não padrão.
- **Variação diacrônica** refere-se a mudanças históricas na língua, o que **não se aplica** aos diálogos.
**Justificativa das alternativas:**
- **A (F – F – V – F)**: Única que reflete corretamente a análise acima.
- Demais alternativas (B, C, D, E) atribuem verdades ou falsos equivocados, especialmente em relação à mesóclise e à função metalinguística.
**Resposta final:** **Alternativa A**.
Obrigado! Boa explicação.
Para complementar:
"pediu-me" → Ênclise, porque o verbo está no passado (pretérito perfeito) e inicia a oração. Não há fator que exija próclise.
"que lhe entregasse" → Próclise, porque o pronome veio antes do verbo em razão da conjunção subordinativa "que", que é fator atrativo para a próclise.
Fonte: ChatGPT
gab A
Variação Linguistica: Bizus para lembrar.
Variação diastrática (social) (Bizu pra lembrar: DiaSTATUS, status da pessoal, grupo social)
diastrática = DiaSTATUS
- Relacionada à posição social, escolaridade, idade, profissão, grupo social do falante.
- Mostra como diferentes estratos sociais falam de maneira diferente.
- Exemplo:
- “Nós vai na feira” (fala mais comum em grupos de menor escolaridade).
- “Nós vamos à feira” (fala padrão, associada ao contexto escolarizado).
Variação diafásica (situacional/estilística) (Bizu pra lembrar: DiaFASE, o momento define qual oralidade usar formal ou informal)
diafásica = DiaFASE
- Depende da situação comunicativa: formalidade x informalidade.
- O mesmo falante pode usar diferentes registros conforme o contexto.
- Exemplo:
- Na sala de aula: “Professor, poderia me esclarecer esta dúvida?” (registro formal).
- Com amigos: “Ei, tira essa dúvida pra mim rapidinho?” (registro informal).
Variação diacrônica (histórica) (Bizu pra lembrar: DiaCRONOLÓGICO, mudança histórica)
diacrônica = DiaCRONOLÓGICO
- Refere-se às mudanças da língua ao longo do tempo.
- Mostra como palavras, expressões e construções se transformam com a história.
- Exemplo:
- Antigo: “Vossa mercê” → “Vosmecê” → “Você” → “Cê”.
- - Antigo: “Óculos” já foi chamado de “anteojos”.
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