Sobre o diagnóstico e monitorização do CMV após o transplan...

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Q4238283 Medicina
Sobre o diagnóstico e monitorização do CMV após o transplante, é correto afirmar: 
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O ponto decisivo é a distinção entre infecção/replicação por CMV e doença invasiva por CMV: detecção viral isolada não define doença, enquanto a confirmação de acometimento tecidual por histopatologia com alterações citopáticas típicas e/ou imunohistoquímica positiva sustenta o diagnóstico de doença invasiva.

Tema central: CMV pós-transplante
Análise das alternativas
A
Errada
O erro está na afirmação absoluta sobre o período após a profilaxia. Em receptor D+/R−, o risco de CMV é alto e pode haver doença tardia após a suspensão da profilaxia; portanto, não é correto dizer que, após 6 meses, o risco se torna muito baixo a ponto de não justificar monitorização periódica.
B
Errada
Essa alternativa confunde infecção por CMV com doença por CMV. A mera identificação de partícula viral, proteína ou ácido nucleico, na ausência de sintomas, caracteriza infecção/replicação viral, não doença. Para falar em doença por CMV é necessário quadro clínico atribuível ao vírus; na forma invasiva, além disso, é necessária comprovação de acometimento tecidual.
C
Certa
Na doença invasiva por CMV, o diagnóstico confirmatório depende de evidência de acometimento tecidual. Histopatologia com efeito citopático típico e/ou imunohistoquímica positiva no tecido são os métodos clássicos e mais específicos para demonstrar que o vírus está causando lesão no órgão-alvo. Esse é o ponto médico central da questão, porque diferencia doença tecidual verdadeira de simples replicação viral detectada em exames.
D
Errada
A afirmativa é falsa porque doença gastrointestinal invasiva por CMV pode ser localizada e ocorrer com viremia baixa ou até ausente no sangue. Portanto, viremia elevada não é condição obrigatória para esse diagnóstico.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre positividade laboratorial para CMV e doença por CMV, além da falsa ideia de que a viremia sanguínea sempre traduz doença invasiva de órgão-alvo.
Dica para questões semelhantes
  • Separe sempre infecção por CMV de doença por CMV: detecção viral isolada não define doença.
  • Se a questão falar em doença invasiva de órgão, procure prova tecidual como critério confirmatório.
  • Não exclua CMV gastrointestinal apenas porque a viremia é baixa ou ausente.
  • Desconfie de alternativas com afirmações absolutas sobre fim do risco após profilaxia em pacientes D+/R−.

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