Mulher de 62 anos apresenta fratura de vértebra lombar. Não ...

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Q1985284 Medicina
Mulher de 62 anos apresenta fratura de vértebra lombar. Não há história de trauma. Nega medicamentos e pratica atividade física. Está descorada. O hemograma mostra anemia normocítica, o cálcio sérico é diminuído, o paratormônio bastante elevado e albumina normal. O exame que com maior probabilidade explicará o principal diagnóstico é 
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Comentário da Questão – Ortopedia e Traumatologia – Analista Judiciário

Tema central: A questão aborda distúrbio osteometabólico associado à doença renal crônica (DRC), típico em pacientes com anemia normocítica, hipocalcemia e PTH elevado, levando a fraturas ósseas por fragilidade. O caso sugere um quadro de hiperparatireoidismo secundário à DRC.

Raciocínio e justificativa da alternativa correta (C):

Creatinina sérica é fundamental para avaliação da função renal. Em quadro como este – paciente idosa, anemia normocítica, fratura óssea sem trauma, hipocalcemia e PTH aumentado – pensar em doença renal crônica é mandatório.

Segundo as Diretrizes Brasileiras de Prática Clínica para o Distúrbio Mineral e Ósseo na Doença Renal Crônica (seção 9.1): “A presença de PTH elevado, hipocalcemia e alterações ósseas sugere hiperparatireoidismo secundário por prejuízo renal.”

A creatinina sérica elevada será determinante para confirmar DRC como origem do quadro. Assim, este exame é o que “com maior probabilidade explicará o principal diagnóstico.”

Alternativas incorretas – análise crítica:

  • A) PET CT de corpo inteiro: Avalia neoplasias/metástases, sem relação direta com hiperparatireoidismo secundário e alterações ósseas/metabólicas primárias.
  • B) Cintilografia de paratireoides: Indicado para hiperparatireoidismo primário (ex: adenoma), não para o secundário por DRC, onde múltiplas glândulas são estimuladas.
  • D) Biópsia de medula óssea: Só caberia se suspeita de doença hematológica; aqui, a anemia normocítica é explicada por DRC, não necessitando biópsia.
  • E) Eletroforese de proteínas: Auxilia no diagnóstico de gamopatias monoclonais (mieloma múltiplo), que cursam com anemia, hipercalcemia e lesões ósseas; entretanto, o caso apresenta hipocalcemia e não há outras pistas laboratoriais para mieloma.

Estratégias para provas: Diante de quadros multissistêmicos (anemia, fratura, distúrbio metabólico), buscar o exame que investiga o mecanismo fisiopatológico base. Pegadinhas comuns são induzir o candidato a patologias hematológicas ou neoplásicas sem evidências claras. Dê atenção à associação doença óssea + alteração de eletrólitos + anemia nos idosos.

Resumo: O exame que, conforme as evidências e diretrizes brasileiras, mais rápido e diretamente favorece o diagnóstico neste contexto é a creatinina sérica.

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A resposta correta é a alternativa C, creatinina sérica. A mulher apresenta fratura de vértebra lombar sem história de trauma e anemia normocítica, o que sugere uma possível osteoporose secundária. Além disso, o cálcio sérico está diminuído e o paratormônio está elevado, o que é indicativo de uma possível insuficiência renal crônica. A creatinina sérica é um exame simples e eficaz para avaliar a função renal, sendo muito importante para o diagnóstico e tratamento da osteoporose secundária. A tomografia por emissão de pósitrons (PET CT de corpo inteiro), a cintilografia de paratiroides, a biópsia de medula óssea e a eletroforese de proteínas não são exames indicados para essa condição específica.

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