Um paciente de 6 anos é levado à Unidade Básica de Saúde em ...

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Q3833605 Medicina
Um paciente de 6 anos é levado à Unidade Básica de Saúde em uma zona rural, cerca de 40 minutos após ter sido picado no pé por um animal não visualizado enquanto brincava perto de um amontoado de lenha. A criança apresenta dor intensa no local, sudorese profusa, vômitos incoercíveis, sialorreia intensa e uma frequência cardíaca de 52 bpm (bradicardia).
Diante deste quadro clínico, qual a classificação CORRETA do acidente e a conduta imediata recomendada pelas diretrizes vigentes?
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Pelas diretrizes do Ministério da Saúde para escorpionismo, vômitos incoercíveis, sudorese profusa, sialorreia intensa e bradicardia classificam o caso como acidente grave; como o enunciado traz esses achados em uma criança com quadro compatível com picada de escorpião, a conduta imediata correta é soro antiescorpiônico por via intravenosa na dose de 4 a 6 ampolas, com monitorização de complicações cardiopulmonares, incluindo edema agudo de pulmão.

Tema central: Escorpionismo grave
Análise das alternativas
A
Errada
Errada porque o caso não é leve. Acidente leve não se sustenta diante de manifestações sistêmicas graves; aqui há vômitos incoercíveis, sudorese profusa, sialorreia intensa e bradicardia, que afastam manejo apenas com observação e analgesia.
B
Errada
Errada porque subclassifica a gravidade. A dose de 2 a 3 ampolas EV corresponde a acidente moderado, mas o enunciado traz marcadores de acidente grave segundo a diretriz ministerial, especialmente bradicardia e vômitos incoercíveis associados a intensa disautonomia.
C
Errada
Errada porque, apesar de reconhecer gravidade, falha em três pontos técnicos: antiveneno, dose e via. A base estabelece que o esquema correto para escorpionismo grave é soro antiescorpiônico por via intravenosa em 4 a 6 ampolas. Além disso, a via intramuscular é inadequada para neutralização sistêmica rápida nesse cenário.
D
Certa
A alternativa D é a única que acerta ao mesmo tempo a classificação e a conduta. O quadro clínico mostra dor local intensa seguida rapidamente de hiperatividade autonômica sistêmica importante, padrão compatível com escorpionismo, e os achados de vômitos incoercíveis, sudorese profusa, sialorreia intensa e bradicardia são critérios ministeriais de gravidade. Nessa situação, a recomendação oficial é soroterapia específica imediata com soro antiescorpiônico por via intravenosa, na faixa de 4 a 6 ampolas, além de vigilância para complicações cardiovasculares e pulmonares, especialmente edema agudo de pulmão.
E
Errada
Errada porque propõe medida local sem tratar a toxicidade sistêmica e ainda posterga indevidamente a soroterapia. Em escorpionismo grave, o antiveneno deve ser administrado imediatamente; o risco de reação ao soro não justifica omitir o tratamento específico quando ele está indicado.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: achar que a ausência de visualização do animal impede o diagnóstico sindrômico e subestimar os sinais autonômicos sistêmicos, tratando como caso leve ou moderado um quadro que a diretriz classifica como grave.
Dica para questões semelhantes
  • Em suspeita de escorpionismo, a gravidade não é definida pela dor local, e sim pelos sinais sistêmicos autonômicos e cardiovasculares.
  • Vômitos incoercíveis, sudorese profusa, sialorreia intensa e bradicardia são marcadores de acidente grave nas referências do Ministério da Saúde.
  • Em caso grave, procure na alternativa a combinação completa correta: soro específico, via intravenosa e dose de 4 a 6 ampolas.
  • Se a alternativa não inclui monitorização cardiorrespiratória em criança com escorpionismo grave, ela perde coerência com o risco de edema agudo de pulmão descrito na base.

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