Quanto à tonicidade, é exemplo de oxítona a palavra: 

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Q3917092 Português

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O Hospital Psiquiátrico de Beechworth, no estado de Victoria, Austrália, nasceu no século XIX como parte de um projeto de “civilização” que prometia ordem, ciência e alívio para o sofrimento mental. Erguido em uma paisagem fria, de prédios robustos e corredores longos, o lugar foi concebido para separar: afastar do convívio social aqueles considerados “incorrigíveis”, “perigosos” ou simplesmente inconvenientes.

A arquitetura reforçava essa lógica com pavilhões amplos, janelas altas e rotinas rígidas que transformavam o tempo em disciplina. Em épocas de superlotação, o hospital passou a funcionar como uma cidade fechada, com regras próprias, hierarquias e uma linguagem que convertia pessoas em casos.

A ideia de tratamento, então, misturava cuidado e controle, como se a mente pudesse ser corrigida por hábitos impostos e silêncio prolongado.

Nesse contexto surgiu o que muitos chamariam, mais tarde, de “terapia do terror”: um conjunto de práticas que buscava reduzir sintomas por meio de medo, choque e submissão, sob o argumento de que a ruptura do comportamento “desviante” exigia impacto. Em diferentes instituições do período, técnicas aversivas foram aplicadas com variações: isolamento, contenções, banhos frios, privação sensorial e regimes punitivos disfarçados de método clínico. O paciente era exposto a situações extremas para “aprender” a obedecer ou para desistir de manifestações consideradas indesejáveis, como agitação, fuga, insônia ou alucinações. A justificativa era a eficiência: produzir calma rápida, tornar o corpo previsível, silenciar o que incomodava a ordem do pavilhão. O problema é que o medo não cura; ele condiciona, rebaixa, reconfigura a subjetividade em torno da ameaça.

Com o tempo, parte dessas práticas foi sendo contestada por mudanças éticas, por avanços científicos e por relatos de sofrimento que transbordavam os muros. A psiquiatria passou a enfrentar uma tensão entre duas promessas: a de aliviar a dor psíquica e a de administrar a diferença social. Em Beechworth, como em tantos hospitais históricos, a memória do tratamento é atravessada por ambiguidades: houve profissionais comprometidos, houve tentativas de humanização, mas houve também rotinas que produziram humilhação e trauma. A ideia de “cura” às vezes era menos clínica do que administrativa, medindo-se pelo comportamento dócil e pela ausência de conflito. Quando a terapêutica se aproxima do terror, a instituição deixa de ser espaço de cuidado e se torna máquina de normalização. Hoje, ao revisitar histórias como a de Beechworth, a discussão sobre saúde mental tende a destacar o que a experiência institucional ensinou de forma amarga: vínculo, escuta e responsabilização não são detalhes, mas o núcleo do cuidado.

O sofrimento psíquico não se resolve por coerção, e a segurança não precisa ser sinônimo de violência. A crítica a práticas aversivas reforça a necessidade de protocolos baseados em evidência, consentimento, supervisão e direitos, além de uma cultura assistencial que reconheça o paciente como sujeito. Em lugar do medo como ferramenta, cresce o entendimento de que tratamento implica ambiente terapêutico, comunicação qualificada e planos construídos com a pessoa, não contra ela. O que permanece, por trás das paredes antigas, é o alerta de que qualquer sistema pode 

Quanto à tonicidade, é exemplo de oxítona a palavra: 
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O critério decisivo é a classificação da tonicidade: oxítona é a palavra cuja sílaba tônica é a última, e paroxítona é a que tem tonicidade na penúltima. Entre as opções do enunciado, apenas "assistencial" tem sílaba tônica final, em as-sis-ten-ci-AL; por isso, a alternativa B é a correta.

Tema central: classificação da tonicidade
Análise das alternativas
A
Errada
"Disciplina" não pode ser a resposta porque não é oxítona. Sua sílaba tônica é a penúltima: dis-ci-PLI-na. Portanto, a palavra é paroxítona.
B
Certa
A alternativa B está correta porque "assistencial" é oxítona: sua sílaba tônica recai na última sílaba, "AL". Como o comando pedia um exemplo de palavra oxítona, essa é a única opção que satisfaz exatamente o critério fonológico cobrado.
C
Errada
"Ambiguidade" está errada porque a tonicidade não recai na última sílaba. A divisão relevante é am-bi-gui-DA-de, com sílaba tônica na penúltima. Logo, é paroxítona, não oxítona.
D
Errada
"Subjetividade" também não atende ao comando, pois sua sílaba tônica está na penúltima: sub-je-ti-vi-DA-de. Assim, a palavra é paroxítona.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre tonicidade e impressão sonora da terminação, sobretudo em palavras longas como as terminadas em "-dade", que podem parecer finais fortes numa leitura apressada, mas aqui são paroxítonas. Também induz erro quem tenta resolver pela presença ou ausência de acento gráfico, quando o decisivo é localizar a sílaba tônica.
Dica para questões semelhantes
  • Localize a sílaba tônica antes de classificar: última = oxítona; penúltima = paroxítona.
  • Não use apenas acento gráfico para decidir a tonicidade; palavra sem acento também pode ser oxítona ou paroxítona.
  • Em palavras longas, faça a escansão da forma indicada nas opções para evitar erro de percepção auditiva.

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