Homem de 49 anos, fototipo II, sem comorbidades, com histór...

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Q3367382 Medicina
Homem de 49 anos, fototipo II, sem comorbidades, com histórico de exposição solar recreacional, conta com lesão cutânea malar, pigmentada, com bordas irregulares, ulceração central, 2,1 cm no maior diâmetro, e surgimento há cerca de 6 meses. Foi submetido a uma biopsia excisional com diagnóstico de melanoma invasivo, com 1,8 mm de espessura e identificação de figuras de mitose > 1/mm2 . A tomografia computadorizada de face e pescoço não demonstra lesões linfonodais suspeitas para acometimento metastático.
Considerando o exposto, assinale a alternativa correta.
Alternativas

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Tema central da questão: A questão aborda diagnóstico e manejo cirúrgico do melanoma cutâneo, especificamente em paciente com lesão malar pigmentada, diagnosticada como melanoma invasivo de Breslow 1,8 mm e sem evidência de metástase linfonodal em exames de imagem.

Justificativa da alternativa correta (E):

O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Melanoma Cutâneo do Ministério da Saúde (Portaria Conjunta nº 19, 2022) estabelece: "Para melanomas com espessura de Breslow entre 1,01 mm e 2,0 mm, recomenda-se uma margem de excisão de 1 cm." O caso descreve espessura de 1,8 mm, enquadrando-se nessa recomendação.

A biópsia de linfonodo sentinela está indicada para melanomas entre 1,0 e 4,0 mm de espessura, ou mais finos, se houver características de alto risco, pois pode haver micrometástase linfonodal mesmo sem linfonodos clinicamente suspeitos (UpToDate, Balch CM, AJCC 8ª edição). Assim, a alternativa E contempla ambas as medidas terapêuticas essenciais e atuais: ressecção da cicatriz com margem de 10 mm (1 cm) e pesquisa do linfonodo sentinela.

Análise das alternativas incorretas:

A) Equívoco ao afirmar que a biópsia excisional pode piorar prognóstico. Pelo contrário, ela é indicada em lesão suspeita de melanoma, preferencialmente, e não compromete o prognóstico. A dermatoscopia pode ser útil, mas não substitui o exame histopatológico para decisão cirúrgica.

B) Ampliação de margem de apenas 3 mm está em desacordo com as diretrizes para melanomas entre 1,01 e 2,00 mm (deve ser 1 cm). Além disso, parotidectomia superficial só é indicada em caso de comprometimento linfonodal, o que não é o caso.

C) Apesar de correta indicação de linfonodo sentinela, a margem de 20 mm é excessiva para essa espessura de Breslow, não recomendada por diretrizes (melanomas ≤2 mm: margem de 1 cm).

D) Indica parotidectomia parcial e esvaziamento linfonodal profilático sem comprovação de acometimento, não recomendado e podendo aumentar morbidade cirúrgica desnecessariamente.

Estratégia para provas: Atentar para correlação do Breslow com margem cirúrgica e indicação de pesquisa de linfonodo sentinela. Termos como “parotidectomia” e “esvaziamento linfonodal” sugerem tratamento para doença metastática, o que não é o caso clínico apresentado. Analisar sempre se há justificativa clínica para essas intervenções.

Referências: Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas do Melanoma Cutâneo, MS, 2022; Balch CM, AJCC Staging Manual; UpToDate - Management of primary cutaneous melanoma.

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