Segundo as recomendações terapêuticas propostas pela NCCN (...
Gabarito comentado
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Tema central: O foco da questão está no tratamento dos carcinomas epidermoides supraglóticos de laringe, conforme as diretrizes da NCCN (National Comprehensive Cancer Network, versão 2.2024). É uma neoplasia maligna prevalente em cabeça e pescoço, cujo tratamento visa controle oncológico e preservação do órgão.
Justificativa da alternativa correta (A):
Para tumores T1 e T2 supraglóticos, tanto a radioterapia quanto a laringectomia supraglótica são opções terapêuticas aceitas. A escolha deve ser feita considerando a idade, comorbidades e preferência do paciente. Segundo a NCCN e evidências científicas publicadas (“The role of radiotherapy in carcinoma of the supraglottic larynx”, Int J Radiat Oncol Biol Phys), ambas apresentam altas taxas de controle local. A preservação do órgão é possível nessas abordagens, principalmente na ausência de acometimento das pregas vocais.
Análise das alternativas incorretas:
B) Incorreta: O esvaziamento cervical eletivo está, sim, indicado mesmo em casos iniciais T1 e T2 supraglóticos, dado o risco significativo de metástases linfonodais ocultas (15–30%). Ignorar esse risco vai de encontro à conduta orientada por sociedades científicas.
C) Errada: Em T3, a radioterapia sozinha não é o tratamento de escolha. Para tais tumores, frequentemente se indica quimiorradioterapia concomitante, ou cirurgia dependendo de extensão/localização, justamente para aumentar o controle local/regional e preservar função.
D) Falsa: Em tumores T4a sem metástases, a laringectomia total permanece padrão-ouro, enquanto a quimiorradioterapia é alternativa só em casos de contraindicação cirúrgica. Não há evidência que demonstre superioridade oncológica da quimiorradiação definitiva nesse cenário (vide NCCN).
E) Errada: Quimioterapia sistêmica neoadjuvante não é rotina no manejo inicial de laringe supraglótica, mesmo em casos avançados, pois não houve benefício comprovado em sobrevida global, segundo meta-análises e a própria NCCN.
Estratégia para provas:
Atente sempre à individualização da terapêutica e à necessidade de considerar linfonodos em carcinomas supraglóticos. Palavras como “opção de escolha”, “não está indicado” ou superlativos exigem análise crítica e confronto com protocolos oficiais. Diretrizes NCCN e consensos brasileiros (SBCT, INCA) são referência recorrente em concursos.
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