A partir dessas informações, assinale a alternativa que ind...
Gabarito comentado
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Tema central da questão: O foco da questão é o tratamento cirúrgico do carcinoma epidermoide do soalho bucal avançado, com envolvimento mandibular e linfonodal cervical, abordando conduta, técnica cirúrgica e reconstrução.
Análise e interpretação clínica: A paciente apresenta tumor de soalho de boca, invasão mandibular (cortical lingual) e linfonodomegalia cervical ipsilateral (nível II, 4-5 cm). O maior diâmetro tumoral é 3 cm (T4a local, segundo AJCC 8ª ed.), linfonodos >3 cm ipsilateral (N2b pelo mesmo estadiamento), sem metástase à distância confirmada (M0).
Justificativa da alternativa correta (B):
O tratamento padrão para esta situação, segundo o Projeto Diretrizes da AMB e os protocolos internacionais (NCCN, UpToDate), é:
- Pelvemandibulectomia: Remoção em bloco do tumor e segmento mandibular invadido para garantir margem oncológica.
- Esvaziamento cervical radical modificado à esquerda: Indicado devido ao comprometimento linfonodal volumoso ipsilateral.
- Esvaziamento supra-omohioideo à direita: Indicado de forma profilática para controle regional, alinhado à conduta para tumores invasivos de linha média ou próximo a ela.
- Traqueostomia: Fundamental para segurança da via aérea em cirurgias amplas.
- Reconstrução mandibular: Placa metálica associada ao retalho miocutâneo do músculo peitoral maior é técnica validada ― oferece robustez, cobertura e é resistente à radioterapia (veja, rbcp.org.br e literatura cirúrgica padrão Bozola & Cardoso, “Reconstrução em Cirurgia de Cabeça e Pescoço”).
Assim, B contempla todos os pontos essenciais, de acordo com evidências e protocolos oficiais.
Análise das alternativas incorretas:
- A: Ausência de esvaziamento cervical contralateral. O esvaziamento supra-omohioideo é necessário à direita devido à proximidade do tumor à linha média.
- C: Técnica de ressecção e reconstrução inadequadas para a extensão do defeito ósseo e de partes moles; retalhos locais não suprem a necessidade estrutural.
- D: Esvaziamentos radicais desnecessários bilateralmente (não indicados à direita), além de usar reconstrução microcirúrgica sofisticada ― não é sempre primeiro escolha em paciente idosa e debilitada.
- E: Mandibulectomia marginal não está indicada pois há invasão da cortical; cirurgia subdimensionada para o quadro oncológico.
Pegadinhas e pontos-chave: Atenção à necessidade de tratamento cervical bilateral em tumores de linha média ou próximos dela. Leia atentamente detalhes da extensão tumoral e dos achados de imagem, pois eles direcionam o tipo de ressecção e reconstrução.
Segundo o Projeto Diretrizes – Rastreamento, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Boca (AMB, seção “Tratamento”): “Na abordagem padrão, a exérese da lesão primária deverá ter margens de segurança de 10 mm e ser submetida a vários cortes intraoperatórios de congelação.”
Conclusão: A alternativa B é a correta por alinhar-se com o padrão ouro cirúrgico, segurança oncológica e aplicabilidade clínica.
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