Indivíduo submetido à tireoidectomia total, esvaziamento cer...

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Q3367371 Medicina
Indivíduo submetido à tireoidectomia total, esvaziamento cervical de compartimento central e radioiodoterapia (200 mCi) por carcinoma papilífero clássico, pT3bpN1aM1, tendo sido diagnosticados focos captantes em ápices pulmonares nas pesquisas de corpo inteiro pré e pós dose e com resposta parcial ao iodo. Passados 2 anos, foi diagnosticada metástase linfonodal em nível IV cervical com 2,0 x 2,1 x 2,2 cm, assintomática.
Nesse contexto, qual a conduta preconizada?
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: O caso aborda recorrência linfonodal cervical após tratamento inicial de carcinoma papilífero da tireoide com tireoidectomia total, esvaziamento do compartimento central e radioiodoterapia. O ponto-chave é a conduta diante de metástase linfonodal cervical confirmada durante o seguimento.

Justificativa da alternativa correta (B):

Segundo as diretrizes do INCA e protocolos oncológicos nacionais, a presença de metástase linfonodal em carcinoma papilífero de tireoide deve ser tratada com esvaziamento cervical dos níveis acometidos, mesmo após tratamento inicial. Como citado no documento do INCA: “Em casos de tumores que apresentem disseminação para gânglios linfáticos cervicais, o tratamento do tumor primário deve ser associado ao esvaziamento cervical seletivo (retirada dos gânglios linfáticos relacionados).” (INCA, Versão para profissionais de saúde – Tópico Tratamento).

Além disso, a recorrência linfonodal exige abordagem cirúrgica ampla (níveis II a V), visto que há risco de doença microscópica nos linfonodos da cadeia regional. A nova dose de radioiodoterapia pode ser considerada, principalmente se houver persistência de doença após a ressecção.

Motivo das alternativas incorretas:

  • A) Radioiodoterapia isolada é insuficiente para metástase linfonodal acessível cirurgicamente, especialmente quando já houve múltiplas doses anteriores.
  • C) Ressecção pontual corre risco de doença residual. Diretrizes recomendam esvaziamento abrangente dos níveis linfonodais no lado acometido.
  • D) Observação clínica é contraindicada, pois metástase linfonodal comprovada tem potencial evolutivo e risco de recidiva locorregional, mesmo que assintomática.
  • E) Ablação percutânea não é padrão para linfonodos cervicais em carcinoma diferenciado de tireoide; indicações são específicas, normalmente quando cirurgia não é viável.

Estratégia para provas: Atenção a palavras-chave como “metástase linfonodal” e “recorrência”. Pegadinha: não subestimar metástases por serem “pequenas” ou “assintomáticas” – nessas situações, a conduta deve ser ativa.

Portanto, esvaziamento cervical dos níveis II a V ipsilateral é a conduta padrão para controlar a recidiva e reduzir a chance de nova recorrência, de acordo com as melhores evidências e protocolos nacionais.

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