Portador de carcinoma medular da tireoide, com mutação somát...

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Q3367370 Medicina
Portador de carcinoma medular da tireoide, com mutação somática no RET proto-oncogene, mas não germinativa, pT2pN1b. No seguimento clínico, pós-operatório, apresenta elevação progressiva dos títulos séricos de calcitonina (tempo de duplicação: 8 meses) e antígeno carcinoembrionário (CEA). Não há evidências de doença estrutural aos exames de imagem seccionais (tomografias de crânio, pescoço, tórax e abdômen).
Assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta.
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Tema central: A questão trata do seguimento pós-operatório do carcinoma medular da tireoide (CMT) com elevação de marcadores tumorais (calcitonina, CEA) e ausência de doença estrutural nos exames de imagem convencionais. O desafio envolve identificar a melhor conduta diagnóstica em contexto de recidiva ou metástase bioquímica sem doença aparente à imagem.

Justificativa da alternativa correta – D) PET-CT 68 Gálio:

Segundo a Diretriz “EANM practice guideline for PET/CT imaging in medullary thyroid carcinoma”: “Positron emitting radiopharmaceuticals... including somatostatin analogues labelled with gallium-68 (68Ga-SSA) proved to be useful in detecting MTC recurrences/metastasis.” O PET/CT com 68Ga detecta focos ocultos de doença residual/metastática em pacientes com elevação progressiva de calcitonina/CEA, quando os exames tradicionais são negativos. Este exame detecta células tumorais que expressam receptores de somatostatina, fornecendo maior sensibilidade em relação à tomografia convencional – especialmente em doença mínima ou oculta.

Bases complementares: O Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism destaca que o PET-CT com Gálio-68 tem desempenho superior para detecção de metástases ósseas e lesões pequenas em pacientes com CMT e aumento de marcadores tumorais.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Cervicotomia exploratória: Contraindicada na ausência de lesão estrutural à imagem; procedimento invasivo sem localização prévia, gerando risco desnecessário.
  • B) Radioterapia empírica: Não há benefício comprovado sem alvo tumoral definido; não indicado como rotina nem no pós-operatório padrão em CMT.
  • C) Inibidores de tirosino-quinase (TKI): Reservados para doença estrutural/metastática documentada e sintomática ou progressiva. Não se indica TKI apenas com elevação de marcador sem evidência de lesão.
  • E) Monitoramento clínico e bioquímico: Embora possível frente à ausência de doença estrutural, diante da duplicação rápida dos marcadores (8 meses) e alta suspeita de doença oculta, a investigação ativa com PET/CT é justificada.

Estratégias para a prova: Atenção aos termos “recorrência bioquímica” e “imagem negativa”. Conduta invasiva ou sistêmica só após localização do foco. Identifique sempre protocolos internacionais (EANM, UpToDate) e evidências recentes para nortear decisões em casos complexos.

Resumo: O PET/CT com 68Ga é a melhor conduta para investigação de recidiva/metástase bioquímica no CMT sem doença estrutural à imagem. Isso permite identificar e tratar precocemente a doença oculta.

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