Um paciente em tratamento para tuberculose pulmonar em uma á...

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Q3833583 Medicina

Um paciente em tratamento para tuberculose pulmonar em uma área rural apresenta baciloscopia de controle positiva ao final do segundo mês de tratamento.


Diante desse cenário clínico e das diretrizes de monitoramento, qual deve ser a conduta da equipe da APS?   

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Segundo o Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil (Ministério da Saúde, 2019), baciloscopia positiva ao final do 2º mês no tratamento da tuberculose pulmonar no esquema básico indica solicitar cultura para micobactéria com teste de sensibilidade e prolongar a primeira fase (RHZE) por mais 30 dias.

Tema central: Monitoramento da tuberculose
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque baciloscopia positiva ao final do 2º mês, isoladamente, não confirma TB multirresistente nem falência terapêutica definitiva. A diretriz não recomenda suspender o esquema básico nem iniciar empiricamente esquema de segunda linha; o passo correto é manter o manejo padronizado com cultura, teste de sensibilidade e prolongamento do RHZE por 30 dias.
B
Errada
Está errada porque melhora clínica isolada não comprova esterilização bacteriológica. Com baciloscopia ainda positiva, não cabe alta por cura nem ignorar o resultado laboratorial; o controle bacteriológico persiste como critério decisivo para o seguimento.
C
Errada
Está errada porque a troca imediata da rifampicina por rifabutina, sem novos exames, não faz parte da conduta recomendada para positividade baciloscópica no 2º mês. A decisão terapêutica deve ser guiada por cultura com teste de sensibilidade, e não por substituição empírica isolada de fármaco.
D
Certa
A alternativa D está correta porque, nesse cenário, a positividade da baciloscopia no 2º mês não autoriza alta, suspensão do tratamento ou troca empírica para esquema de resistência. O critério decisivo é a necessidade de reavaliar a resposta bacteriológica com cultura e teste de sensibilidade, ao mesmo tempo em que se estende a fase intensiva por 30 dias.
E
Errada
Está errada porque dobrar empiricamente a dose dos comprimidos não integra o algoritmo de monitoramento da tuberculose nesse cenário, não resolve a necessidade de investigar resistência ou resposta inadequada e ainda aumenta risco de toxicidade. A persistência bacteriana exige reavaliação técnica, não escalonamento posológico improvisado.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre baciloscopia positiva no 2º mês e falência terapêutica/TB multirresistente já definida, além da falsa ideia de que melhora clínica permitiria ignorar o controle bacteriológico.
Dica para questões semelhantes
  • Se a baciloscopia seguir positiva no final do 2º mês, não conclua automaticamente resistência: primeiro pense em cultura com teste de sensibilidade.
  • Melhora sintomática não substitui o monitoramento bacteriológico no acompanhamento da tuberculose.
  • Em prova baseada na diretriz brasileira, positividade no 2º mês pede prolongamento da fase intensiva com RHZE por mais 30 dias.
  • Evite alternativas com suspensão do tratamento, troca empírica para esquema de resistência ou aumento de dose sem respaldo laboratorial.

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