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Q3367367 Medicina
Paciente hígida, 45 anos, eutireoidea, é submetida à cirurgia de Sistrunk por cisto em ducto tireoglosso. O exame anátomo-patológico indica a presença de foco de carcinoma papilífero, variante folicular, 0,8 cm, com extensão para a cápsula do cisto, mas sem ultrapassá-la. Há invasão angiolinfática pontual. Não há nódulos na tireoide e uma ultrassonografia pós-operatória indica a presença de linfonodos inespecíficos bilateralmente.
Segundo as diretrizes, qual a conduta sugerida?
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Tema central: Carcinoma papilífero em cisto do ducto tireoglosso.

Neste cenário, temos uma paciente adulta, previamente saudável e com função tireoidiana normal, submetida à cirurgia de Sistrunk por cisto do ducto tireoglosso. O achado anátomo-patológico revelou foco pequeno (0,8 cm) de carcinoma papilífero variante folicular, limitado à cápsula do cisto, com invasão angiolinfática pontual, porém sem comprometer a glândula tireoide e sem evidência de metástases linfonodais nas imagens pós-operatórias.

Justificativa da alternativa correta (E):
Segundo as diretrizes da Associação Médica Brasileira: "A presença de carcinoma papilífero num cisto tireoglosso não é frequente (menor que 1%) e raramente o diagnóstico é feito no pré-operatório. Há controvérsias sobre a realização ou não de tireoidectomia total nesta situação, mas se a tireoide não apresentar alterações estruturais (nódulos), a operação de Sistrunk associada à supressão com tiroxina é eficaz." Portanto, não existe consenso absoluto sobre a necessidade de cirurgia adicional neste contexto sem doença evidente na tireoide. Cabe ao médico e paciente decidirem quanto ao acompanhamento ou intervenções futuras, personalizando a conduta.

Análise das alternativas incorretas:

A) Esvaziamento nível IA cervical: Reservado para casos com metástase linfonodal comprovada. No caso, os linfonodos são inespecíficos, sem sinais de infiltração tumoral.

B) Tireoidectomia total: Indicada apenas quando há nódulo tireoidiano, comprometimento glandular, ou outros fatores de alto risco – o que não está presente no caso.

C) Tireoidectomia total e esvaziamento cervical: Medida excessiva, reservada para doença agressiva, extensa ou disseminação linfonodal confirmada.

D) Observação clínica: Apesar de possível, está incompleta, pois não contempla a necessária discussão médico-paciente diante das controvérsias presentes nas diretrizes.

Estrategicamente, recomendação é ler com atenção enunciados sobre situações raras e valorizar quando as próprias diretrizes declaram controvérsia, orientando para individualização e decisão compartilhada – ponto-chave da alternativa E.

Dica Extra: Sempre se atente em provas a casos em que não há protocolo definitivo; a resposta costuma focar em conduta individualizada e ética compartilhada.

Gabarito: E - As diretrizes não contemplam condutas absolutas nesta situação; decisão deve ser discutida entre médico e paciente.

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