Leia a frase a seguir:“Nossa morte é nossa boda com a eterni...
“Nossa morte é nossa boda com a eternidade”. (Djalal al-Din)
Assinale a opção que mostra uma observação correta sobre ela.
Gabarito comentado
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Gabarito: D
Fundamento decisivo: Em “Nossa morte é nossa boda com a eternidade”, o critério decisivo é semântico-contextual: a questão pede a observação compatível com o funcionamento da frase, e, nesse quadro, “a eternidade” pode ser substituída por “o eterno”, forma substantivada semanticamente afim e sintaticamente possível após “com”; por isso, a alternativa D é a única aceitável.
- Verifique primeiro se a frase é literal ou figurada; isso elimina alternativas que classificam mal o tipo de linguagem.
- Não atribua intenção do enunciador apenas por uma pessoa verbal ou pronome sem marca textual que comprove essa leitura.
- Teste o valor da preposição dentro do sintagma em que aparece, não por significados soltos.
- Em substituições lexicais, avalie compatibilidade contextual e estrutural, não identidade absoluta de sentido.
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Comentários
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A alternativa correta é a D) Em lugar de o substantivo abstrato “a eternidade”, poderia estar a forma substantivada “o eterno”.
Esta questão exige do candidato o domínio de Morfossintaxe (substantivação e abstração) e Semântica (sentido figurado e coesão). Vamos decompor a análise para o seu repertório de concursos.
Na língua portuguesa, qualquer palavra de outra classe gramatical (como o adjetivo "eterno") pode ser transformada em substantivo se for precedida de um determinante (artigo, pronome).
- A eternidade: Substantivo abstrato derivado do adjetivo.
- O eterno: Adjetivo substantivado pelo artigo "o". No contexto da frase, ambos exercem a mesma função sintática e mantêm a carga semântica de algo que não tem fim. Essa é uma estratégia comum em textos literários e filosóficos para variar o vocabulário sem perda de sentido.
O emprego do "nós" (pronome possessivo "Nossa") em frases filosóficas ou universais tem como objetivo a generalização.
- O autor não busca apenas uma "aproximação com o leitor" (função fática/apelativa), mas sim estabelecer uma verdade universal que engloba toda a humanidade. É o chamado "nós genérico".
A comparação entre "morte" (fim da vida biológica) e "boda" (festa de casamento/união) é o oposto da linguagem lógica.
- Trata-se de Linguagem Conotativa (Figurada). No sentido denotativo (dicionário), morte e casamento são eventos distintos. A aproximação entre eles cria uma Metáfora para expressar a transição para algo superior.
A frase apresenta uma visão positiva/espiritualista da morte.
- Ao usar o termo "boda" (celebração, união, festa), o autor ressignifica a morte como um evento de alegria ou de encontro com o infinito ("eternidade"), afastando a ideia de fim trágico ou negativo.
A preposição "com" estabelece, neste contexto, uma relação de companhia, união ou reciprocidade.
- Boda com: Casamento com alguém/algo. Indica junção.
- O valor de "oposição" (contra) só ocorreria em contextos de disputa, como em "Lutou com (contra) o inimigo". Na frase de Djalal al-Din, a morte é o meio de se unir à eternidade, não de combatê-la.
Sobre a A, segue o raciocínio do Gemini para ela estar errada:
A) Emprego do "nós": Incorreto. O uso do pronome possessivo "Nossa" (referente a nós) tem um valor universal/coletivo. Não é apenas para "se aproximar do leitor", mas para indicar uma condição inerente a todos os seres humanos (a finitude).
Ainda assim, penso que poderia estar correta. Apontar uma condição inerente a todos os seres humanos, como a finitude, acaba por naturalmente aproximar o leitor do enunciador do texto.
GABARITO D
RESPONDI CORRETAMENTE, MAS PRA MIM A LETRA A TBM ESTARIA CORRETA.
ESSA EU CONSIDERO SER A MAIOR MALDADE DA FGV, TRAZER RESPOSTAS MUITO PRÓXIMAS, QUE PARECEM CERTAS...
Longe de mim defender essa banca, porém a letra A realmente está incorreta na minha visão. Não acho que o intuito foi aproximar com o leitor, mas sim revelar algo próprio da condição humana.
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