Quanto à epidemiologia do câncer em cabeça e pescoço, no Br...
Gabarito comentado
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Comentário da banca:
Tema central: A questão avalia conhecimentos sobre epidemiologia dos cânceres de cabeça e pescoço no Brasil, com ênfase nos padrões histológicos do câncer de tireoide. Compreender a distribuição dos tipos e tendências epidemiológicas desses tumores é fundamental para atuação médica na área.
Justificativa da alternativa correta (D):
Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Carcinoma Diferenciado da Tireoide (PCDT-MS) e materiais como o INCA, há um predomínio do carcinoma papilífero da tireoide em relação ao carcinoma folicular. O carcinoma papilífero responde por 75-90% dos casos, com tendência de aumento relativo nos diagnósticos, especialmente das variantes clássica e f>olicular. O folicular, anteriormente mais frequente, hoje representa apenas 5-10%. Essa mudança decorre do uso mais amplo de métodos diagnósticos, principalmente ultrassonografia e punção aspirativa.
Como afirma o PCDT Carcinoma Diferenciado da Tireoide: “O carcinoma papilífero é o principal representante desta categoria”. Assim, a alternativa D reflete fielmente os achados atuais e o que é cobrado nos concursos.
Análise crítica das alternativas incorretas:
A) Errada. O HPV está sim relacionado ao câncer de orofaringe. A vacinação, além de proteger contra neoplasias genitais, pode colaborar na redução desses tumores em cavidade oral e orofaringe.
B) Errada. No Estado de São Paulo, o câncer de tireoide NÃO é o terceiro mais prevalente entre as mulheres, nem o quarto entre homens. O perfil epidemiológico traz neoplasias de mama, colo de útero e pulmão (mulheres), e próstata, pulmão e cólon (homens) entre as mais incidentes.
C) Errada. A ordem epidemiológica não é essa: a classificação correta inclui pele não melanoma com alta incidência, mas a ordem para cânceres de cabeça e pescoço pode variar; principalmente, a cavidade oral aparece mais frequentemente à frente da laringe.
E) Errada. Não há redução significativa nos casos de melanoma no Brasil. A literatura cita um aumento progressivo, principalmente pela maior exposição solar e envelhecimento da população.
Dicas para a prova:
Leia com atenção termos comparativos (“maior”, “menor”, “redução”, “prevalência”), buscando cruzar com os dados atuais e os protocolos oficiais. Fique atento às sutilezas sobre epidemiologia e à associação de vírus a sítios oncológicos.
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