A frase abaixo em que o emprego da vírgula está justificado ...
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GAB A
A) A natureza tem o macac* enquanto a igreja TEM O DIABO. (Victor Hugo) / Elipse do verbo "ter".
- A natureza tem o macac*, enquanto a igreja TEM O DIABO.
B) “QUANDO nada é certo, tudo é possível.” / Oração Subordinada Adverbial Condicional Deslocada
C) “ENQUANTO odiamos as coisas, a vida passa.” / Oração Subordinada Adverbial Temporal Deslocada
D) “NO FIM, tudo é uma piada.” / Locução Adverbial De Tempo Deslocada (Não tem nem como ser oração, pois nem tem verbo)
E) “SE o lobo compreendesse os cordeiros, morreria de fome” / Oração Subordinada Adverbial Condicional Deslocada
OBS: Na letra A, eu coloquei "macac*" com esse *, porque aqui no chat não pode escrever essa palavra.
E aquele Sonho lá? Desiste não, porr...
Padrãozíssimo,senhores. Rumo ao CFAP. PMERJ 2026!!!
@rabelo
a figura correta não deveria ser zeugma? já que ela omite um termo já dito
SEFAZ ES PERTENCEREI
- A: “A natureza tem o macac* enquanto a igreja, o diab*.” (Victor Hugo) A vírgula após o termo "igreja" indica a omissão do verbo "ter", que já foi mencionado anteriormente na oração. Esse recurso gramatical é classificado como zeugma (um tipo de elipse). Portanto, a justificativa está correta.
- B: “Quando nada é certo, tudo é possível.” (Margaret Drabble) A vírgula isola uma oração subordinada adverbial temporal que aparece antecipada à oração principal. A justificativa "separação de orações coordenadas" está incorreta, pois a relação entre as orações é de subordinação.
- C: “Enquanto odiamos as coisas, a vida passa.” (Sêneca) Assim como na alternativa anterior, a vírgula justifica-se pelo deslocamento da oração subordinada adverbial temporal para o início do período. Não há um problema de ambiguidade a ser resolvido aqui.
- D: “No fim, tudo é uma piada.” (Charles Chaplin) O termo "No fim" é um adjunto adverbial de curta extensão deslocado. A justificativa está incorreta porque "No fim" não possui verbo e, portanto, não constitui uma oração subordinada.
- E: “Se o lobo compreendesse os cordeiros, morr*ria de fome” (Henri Michaux) A vírgula separa a oração subordinada adverbial condicional (antecipada) da sua oração principal. Não se trata de uma enumeração de palavras, mas de uma estrutura complexa de subordinação.
Gabarito Letra A - Como ja bem explicado pelos colegas
Vou deixar um breve resumo a respeito da Elipse:
De acordo com Celso Cunha, a vírgula indica, NÃO OBRIGATORIAMENTE, a supressão de um verbo (zeugma verbal):
“Eu fui de ônibus; ela, de avião” (elipse do verbo “foi” – com vírgula)
“O pensamento é triste; o amor, insuficiente” (elipse do verbo “é” – com vírgula)
“A batalha foi curta e a vitória delirante” (elipse do verbo “foi” – sem vírgula)
“A extrema pobreza não gera revolta, porém apatia” (elipse do verbo “gera” – sem vírgula).
A tendência é ver a zeugma verbal como obrigatória, mas, em casos como esse último, pareceria que o “porém” está entre vírgulas.
(FGV/2024) “Eu prefiro consultar médicos, mas ela videntes” – a Banca entendeu que após “ela” é necessário o uso da vírgula devido a elipse do verbo “preferir” FONTE: Grande Vinicius
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A zeugma(OU VÍRGULA VICÁRIA) é a omissão de um termo já citado anteriormente, já a elipse é a omissão pois o termo fica subentendido.
Exemplo: "No auditório, apenas nove ou dez pessoas conversavam". (nesse caso, fica subentendido que "No auditório haviam apenas").
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Galera, tenho feito edições em aulas de assuntos importantes e postado no meu canal: 3h que viram 1h de conteúdo puro (sem histórias, assuntos não pertinentes ou propagandas). Faço lives de estudo, posto notícias e motivação. Da uma força la :)
Canal: youtube.com/@albert_nos_estudos (Copie e cole ou link no perfil do QC)
Percebi que o conceito de elipse abarca o conceito de zeugma para a FGV.
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