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Q3080291 Medicina
Homem, 60 anos, tabagista desde os 13 anos, é encaminhado ao pneumologista para investigação de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Qual o seguimento correto? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: seguimento e manejo inicial da DPOC. O diagnóstico é confirmado por espirometria com VEF1/CVF pós-broncodilatador < 0,70. Após confirmar, estratificamos sintomas (mMRC/CAT), risco de exacerbação e comorbidades para escolher tratamento.

Alternativa correta: D — Em pacientes pouco sintomáticos, sem limitação funcional grave e baixo risco de exacerbação (perfil GOLD A), a conduta inicial é broncodilatador de longa duração em monoterapia (LAMA ou LABA). Preferência por longa ação pela melhor conveniência/adesão em relação a curta ação. Referências: GOLD 2023/2024, UpToDate, Harrison.

Por que está certa? O GOLD recomenda para grupo A “qualquer broncodilatador”, preferindo de longa ação se disponível. ICS não é indicado na ausência de exacerbações/eosinofilia elevada. Sempre associar medidas não farmacológicas: cessação do tabagismo, vacinação (influenza, pneumocócica), reabilitação e educação.

Análise das incorretas

A) “Investigar dispneia por ser o sintoma mais frequente.” A dispneia é muito comum e relevante, mas não é, necessariamente, o mais frequente; tosse crônica e expectoração podem preceder por anos. Além disso, o seguimento não foca apenas na dispneia, e sim em avaliação multidimensional (CAT/mMRC, exacerbações, função pulmonar, comorbidades). Afirmação reducionista para “seguimento correto”.

B) “Espirometria, ECG e RX de tórax rotineiros ao diagnóstico.” A espirometria é obrigatória. Já RX de tórax é útil para diagnósticos diferenciais (hiperinsuflação, excluir outras causas), mas não é necessário rotineiramente para confirmar DPOC. ECG não é exame de rotina na DPOC sem suspeita cardíaca. Logo, a generalização “devem ser solicitados rotineiramente” é incorreta. Referência: GOLD 2023/2024.

C) “Antibioticoterapia profilática para prevenir crises.” Não é indicada rotineiramente. Macrolídeos em baixa dose podem ser considerados apenas para exacerbadores frequentes apesar de terapia otimizada, com riscos (prolongamento do QT, ototoxicidade, resistência). Em pacientes recém-diagnosticados e pouco sintomáticos, não se usa antibiótico profilático. Referências: GOLD 2023/2024, UpToDate.

Estratégia de prova: desconfie de termos absolutos como “rotineiramente” e “profilática” fora de contextos selecionados. Para tratamento inicial, relacione sintomas (CAT/mMRC), risco de exacerbação e escolha LAMA/LABA em monoterapia no perfil pouco sintomático.

Fontes: Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease (GOLD) 2023/2024; UpToDate – Initial pharmacologic management of stable COPD; Harrison’s Principles of Internal Medicine, COPD.

Gabarito: D

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