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Q3080289 Medicina
Homem, 53 anos, tabagista e recentemente diagnosticado com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) apresenta agudização de quadro respiratório com tosse produtiva e febre. A amostra do escarro demonstrou presença de Pseudomonas aeruginosa. Considerando o primeiro resultado positivo para o agente, qual o esquema terapêutico mais adequado,segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia? 
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Tema central: Infecção por Pseudomonas aeruginosa em DPOC agudizada – abordagem terapêutica segundo a SBPT.

Paciente com DPOC, tabagista, apresenta agudização infecciosa e escarro com Pseudomonas aeruginosa. Situação de alta morbidade, pois a infecção crônica por Pseudomonas aumenta exacerbações, hospitalizações e mortalidade.

Justificativa da alternativa correta (C):

Antibioticoterapia inalatória + cultura de escarro de controle em 2 a 4 semanas após o término é o esquema respaldado pelas diretrizes da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT, 2020) para tentativas de erradicação da primeira detecção de Pseudomonas aeruginosa em DPOC sem colonização crônica. A terapia inalatória (com colistina ou tobramicina) permite alta concentração no local da infecção, reduz efeitos sistêmicos e pode quebrar o ciclo de colonização, especialmente quando não há resistência antimicrobiana comprovada.

Cultura de controle após 2 a 4 semanas do fim do tratamento é recomendada para confirmar erradicação, conforme protocolos internacionais e nacionais (Jornal Brasileiro de Pneumologia, v.46 n.4, 2020).

Análise das alternativas incorretas:

A) Ciprofloxacino oral por 28 dias, mucolíticos e fisioterapia: Monoterapia por via oral sem terapia inalatória não atinge concentrações ideais nas vias aéreas infectadas, e isoladamente raramente erradica o agente. Mucolíticos e fisioterapia são adjuvantes, porém não substituem antibiótico inalatório nas situações indicadas.

B) Macrolídeos em terapia continuada por 6 a 12 meses: Macrolídeos (azitromicina, claritromicina) têm papel anti-inflamatório na DPOC frequente exacerbador, mas não são ativos contra Pseudomonas aeruginosa e não servem para erradicação dessa bactéria.

D) Antibioticoterapia combinada (inalatória + oral) durante 28 dias + cultura logo após o término: Apesar de aproximar-se do preconizado, realizar cultura imediatamente ao término pode falsear o resultado (resíduos do antibiótico podem inibir crescimento microbiano); o indicado é aguardar 2 a 4 semanas.

Estratégia de prova: Atenção ao tempo correto entre o fim do tratamento e a cultura de controle! É comum confundirem prazos, sendo "logo após" um erro frequente cobrado em provas.

Resumo normativo: Segundo a SBPT (2020): “Na presença de infecção por P. aeruginosa documentada pela primeira vez, recomenda-se esquema de antibioticoterapia inalatória e nova cultura de escarro entre 2 e 4 semanas após o término.”

Palavra final: Conhecer o protocolo de manejo e os detalhes do controle pós-terapêutico é essencial para a atuação segura do médico no SUS.

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