O diagnóstico precoce e adequado da tuberculose é um dos p...

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Q3080288 Medicina
O diagnóstico precoce e adequado da tuberculose é um dos pilares mais importantes no controle da doença e se baseia em critérios clínicos, bacteriológicos, radiológicos e histopatológicos. Considerando o tema, assinale a afirmativa INCORRETA.
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Tema central: diagnóstico da tuberculose (TB) combinando clínica, bacteriologia, radiologia e histopatologia. Em prova, atenção ao pedido de afirmativa INCORRETA.

Alternativa INCORRETA: B — A prova tuberculínica (PT/TST) e os testes IGRA identificam infecção latente, mas não predizem de forma confiável a evolução para doença ativa e não distinguem TB ativa de latente. Seu papel é diagnosticar ILTB em populações de risco e orientar tratamento preventivo, após excluir doença ativa. Há falsos negativos (HIV, imunossupressão, doença grave) e falsos positivos (BCG, micobactérias não tuberculosas na PT). Diretrizes OMS/Ministério da Saúde e UpToDate reforçam essa limitação.

Análise das demais alternativas

A — Correta. A radiografia de tórax é o exame inicial diante de suspeita respiratória por ser ampla, rápida e barata, embora tenha baixa especificidade. Sugerem TB: cavitações nos lobos superiores, infiltrados e linfonodomegalias. A TC aumenta sensibilidade, mas não é de triagem. (OMS, Manual MS; Harrison’s)

C — Correta. A lesão típica é o granuloma caseoso: histiócitos epitelioides e células gigantes de Langhans circundando necrose caseosa central, com coroa linfocitária. É o padrão histopatológico clássico na TB pulmonar. (Harrison’s; Robbins)

D — Correta. Em imunocompetentes, as lesões são frequentemente paucibacilares, tornando a baciloscopia do tecido (Ziehl–Neelsen) muitas vezes negativa. Em imunossuprimidos (ex.: HIV), há maior carga bacilar e formação granulomatosa deficiente, elevando a chance de baciloscopia positiva. (UpToDate; MS)

Como interpretar na prática

  • Sintomas-chave: tosse ≥2–3 semanas, febre vespertina, sudorese noturna, perda ponderal.
  • Fluxo diagnóstico: radiografia → bacteriologia (baciloscopia, Xpert MTB/RIF) e cultura; histopatologia se necessário.
  • ILTB: PT/IGRA para grupos de risco; sempre excluir TB ativa antes de tratar a ILTB.

Pegadinha da questão: confundir “testar ILTB” com “prever evolução”. Lembre: testes imunológicos detectam infecção, não prognosticam ativação.

Referências essenciais: OMS (guidelines TB), Ministério da Saúde – Manual de Recomendações para o Controle da TB, UpToDate (Diagnosis of TB), Harrison’s Principles of Internal Medicine.

Gabarito: B

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