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Q4192334 Medicina
Em um paciente com sofrimento isquêmico agudo de membro inferior, com quadro de oclusão arterial aguda do membro, o tecido menos resistente à isquemia é:
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Na isquemia aguda de membro por oclusão arterial aguda, o tecido nervoso é o menos tolerante à privação de fluxo sanguíneo, com alta demanda metabólica e perda funcional precoce; por isso, entre as alternativas, o nervo é o tecido menos resistente à isquemia.

Tema central: Resistência tecidual à isquemia aguda
Análise das alternativas
A
Errada
A cartilagem está errada porque não é o tecido menos resistente à isquemia aguda. Trata-se de tecido avascular, com nutrição por difusão, e portanto com menor dependência de perfusão arterial imediata do que o nervo. A pegadinha aqui é confundir ausência de vasos com maior vulnerabilidade à oclusão arterial aguda.
B
Errada
A gordura está errada porque o tecido adiposo tem menor demanda metabólica do que o tecido nervoso e, por isso, maior tolerância relativa à hipoperfusão aguda. O critério de exclusão é a comparação da exigência metabólica e da dependência imediata de fluxo sanguíneo.
C
Errada
A pele está errada porque alterações cutâneas visíveis na isquemia aguda, como palidez e frialdade, não significam que ela seja o tecido biologicamente menos resistente. O nervo sofre comprometimento funcional antes, o que é demonstrado pelos déficits sensitivos e motores precoces.
D
Certa
A alternativa D está correta porque o nervo é o tecido mais vulnerável à isquemia aguda. Sua dependência de perfusão contínua e sua alta exigência energética explicam o aparecimento precoce de déficit sensitivo e, depois, motor na isquemia aguda de membro. Esse comportamento clínico reflete justamente que o tecido neural perde função antes de pele, gordura, cartilagem e osso.
E
Errada
O osso está errado porque, no contexto de oclusão arterial aguda de membro, ele tem maior tolerância relativa à isquemia do que o tecido nervoso. O critério decisivo é que tecidos de sustentação toleram mais tempo a queda aguda de perfusão do que o tecido neural.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre o tecido que mostra sinais visíveis no exame físico, como a pele, e o tecido que realmente é menos resistente à isquemia; na isquemia aguda de membro, a vulnerabilidade mais precoce é neural, não cutânea.
Dica para questões semelhantes
  • Em isquemia aguda de membro, use como critério a tolerância fisiopatológica ao fluxo interrompido, não a visibilidade do sinal clínico.
  • Lembre que déficit sensitivo e motor precoces apontam para a baixa tolerância do nervo à hipoperfusão.
  • Não marque cartilagem apenas por ser avascular; nesse contexto, isso não a torna a mais vulnerável à oclusão arterial aguda.

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