Na paracoccidiodomicose a apresentação inicial mais comum é...

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Q196598 Medicina
Na paracoccidiodomicose a apresentação inicial mais comum é de
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Tema central: A questão aborda a apresentação clínica inicial mais comum da paracoccidioidomicose, importante micose sistêmica que acomete principalmente adultos de áreas rurais sul-americanas, especialmente no Brasil. Entender as manifestações típicas é fundamental para diagnóstico precoce e manejo correto.

Justificativa da alternativa correta (B): De acordo com o Guia de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde e referências clínicas como o Harrison’s Principles of Internal Medicine, a forma clínica mais frequente e típica da paracoccidioidomicose é a crônica (adulto), que representa cerca de 90% dos casos. O achado mais clássico são ulcerações em naso e/ou orofaringe – fundo granular, hemorrágico, geralmente indolores, podendo levar à disfonia, disfagia e mutilações. Essas lesões bucais ou nasais (estomatite moriforme) são tão frequentes que sua presença deve sempre levantar a hipótese diagnóstica. Segundo o Ministério da Saúde: "as lesões ulceradas de mucosa oral e nasal são manifestações comuns da forma crônica."

Análise das alternativas incorretas:

A) Tosse seca — Embora sintomas respiratórios possam ocorrer, a tosse na paracoccidioidomicose geralmente é produtiva e associada a outros sinais pulmonares. Ela raramente antecede as ulcerações orais ou nasais.

C) Broncoespasmo e eosinofilia — Tais achados são mais característicos de asma e parasitoses como ascaridíase, não de micoses sistêmicas; não são manifestações habituais da paracoccidioidomicose.

D) Nódulos subcutâneos indolores — Não fazem parte do espectro clínico inicial. Lesões cutâneas quando presentes costumam ser ulceradas e acompanhadas de linfadenopatia.

E) Ulcerações cutâneas com limites precisos e bordas elevadas — Esse padrão de lesão é mais típico de leishmaniose cutânea, não da paracoccidioidomicose, cujas lesões cutâneas são raras, variam de aspecto e não constituem a forma mais comum de apresentação inicial.

Dica de prova: Fique atento a palavras-chave descritivas de lesão e à relação da doença com sua forma clínica clássica. Muitos enunciados apostam em descrições ambíguas das manifestações cutâneas e pulmonares, tentando induzir ao erro. Veja sempre se o padrão é típico daquela micose!

Resumo: A alternativa B está correta, pois reflete o padrão de apresentação mais esperado. Ulcerações em naso/orofaringe são marcadores semiológicos essenciais para suspeita diagnóstica da paracoccidioidomicose crônica.

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ulcerações em naso e/ou orofaringe.

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