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Q3947352 Administração Geral
Em um hospital estadual de Santa Catarina, auditorias internas identificaram aumento de incidentes relacionados ao uso de medicamentos, incluindo erros de dose, falhas de comunicação durante transferências de pacientes e subnotificação de quase erros (near miss). Verificou-se ainda a inexistência de instância formal responsável pela gestão da segurança do paciente e pela análise sistemática desses eventos. Diante da necessidade de adequação às diretrizes do Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) e ao disposto na RDC Anvisa nº 36/2013, qual é a medida institucional mais apropriada para estruturar a gestão de riscos relacionada ao uso de medicamentos? 
Alternativas

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Gabarito: C

O que precisava saber: Era necessário saber que, segundo o PNSP e a RDC Anvisa nº 36/2013, a segurança do paciente deve ser organizada institucionalmente por meio do Núcleo de Segurança do Paciente (NSP), com plano formal de segurança, notificação de incidentes inclusive near miss, análise de causa raiz e adoção de barreiras e protocolos. A lógica é de gestão sistêmica de riscos, e não de ações isoladas, foco exclusivo em falha humana ou restrição da análise apenas a eventos com dano grave.

Critério decisivo: A medida correta é estruturar formalmente a governança da segurança do paciente por meio do Núcleo de Segurança do Paciente (NSP), com plano de segurança, notificação de incidentes inclusive near miss, análise sistemática das causas e adoção de barreiras/protocolos. Isso corresponde ao modelo normativo do PNSP e da RDC 36/2013, que trata segurança como gestão de risco institucional, e não como ação isolada de capacitação ou punição.

Tema central: Gestão de riscos e segurança do paciente no uso de medicamentos, conforme PNSP e RDC Anvisa nº 36/2013.
Análise das alternativas
A
Errada
Está incorreta porque reduz a prevenção à capacitação individual e parte da ideia de que os erros decorrem majoritariamente de falhas humanas. A base afirma que a segurança do paciente deve ser tratada como gestão sistêmica de riscos, com estrutura institucional, notificação, análise das causas e barreiras de prevenção, e não como estratégia centrada apenas em treinamento.
B
Errada
Está incorreta porque exclui da análise os incidentes sem dano e os near miss. A base expressamente afirma que a lógica do PNSP é ampliar a aprendizagem organizacional a partir de incidentes com e sem dano, incluindo quase erros, pois eles revelam fragilidades do processo.
C
Certa
A alternativa C é a correta porque reúne exatamente os elementos exigidos na base normativa indicada: instituição formal do NSP, elaboração e implementação do plano de segurança do paciente, estímulo à notificação voluntária e não punitiva de incidentes, inclusive near miss, realização de análise de causa raiz e adoção de protocolos e barreiras sistêmicas para o uso seguro de medicamentos. Esses pontos correspondem à estrutura institucional de gestão de risco prevista para a segurança do paciente, com enfoque em aprendizagem organizacional e prevenção por meio do processo, e não apenas em respostas pontuais.
D
Errada
Está incorreta porque transfere a responsabilidade exclusiva para a farmácia hospitalar. A base deixa claro que a gestão de riscos não pode ficar restrita a um único setor, já que se trata de responsabilidade institucional e multiprofissional, coordenada formalmente no âmbito do NSP.
E
Errada
Está incorreta porque substitui o plano de segurança do paciente por uma medida pontual. A base afirma que a resposta normativa exige planejamento formal com identificação de riscos, medidas de prevenção e monitoramento, de modo que ações isoladas, como dupla checagem, não substituem a estrutura de gestão de riscos.
Pegadinha da questão
A pegadinha foi apresentar opções que parecem úteis na prática, como treinamento, dupla checagem ou centralização na farmácia, mas que não atendem ao ponto central cobrado: a necessidade de estrutura institucional formal para a segurança do paciente, com NSP, plano de segurança, notificação de incidentes inclusive near miss e análise sistemática das causas. Outra armadilha foi sugerir que só eventos com dano grave importam, quando a base destaca o valor dos incidentes sem dano para prevenção.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão mencionar PNSP e RDC 36/2013, procure alternativas que tragam estrutura institucional formal, especialmente o Núcleo de Segurança do Paciente e o plano de segurança do paciente.
  • Em segurança do paciente, considere corretas as propostas que incluam notificação de incidentes com e sem dano, inclusive near miss, porque isso amplia a aprendizagem organizacional.
  • Desconfie de alternativas que reduzam a segurança a treinamento individual, punição, ação isolada ou responsabilidade exclusiva de um setor, pois a base trata o tema como gestão sistêmica e multiprofissional de riscos.

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