Mulher, 60 anos de idade, sem evidências clínicas de metást...

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Q4239024 Medicina
Mulher, 60 anos de idade, sem evidências clínicas de metástase, realizou uma colectomia direita laparoscópica eletiva com o seguinte anatomopatológico: adenocarcinoma tubular moderadamente diferenciado de cólon direito medindo 3,5 x 2,0 cm, infiltrando a parede até́camada muscular própria externa, infiltração neoplásica vascular ou perineural não identificadas, margem de ressecção cirúrgica distal livre de neoplasia, linfonodos pericólicos livres de neoplasia (0/44), linfonodos de ligadura vascular livres de neoplasia (0/13), linfonodo mesentérico livre de neoplasia (0/1). Qual é a conduta recomendada para este paciente?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Em câncer de cólon estágio II, a quimioterapia adjuvante não é rotineira quando não há fatores de alto risco. Neste caso, o anatomopatológico mostra ressecção curativa com N0, 58 linfonodos examinados, margens livres e ausência de invasão vascular/perineural, sem dados de perfuração, obstrução ou T4; por isso, o gabarito é seguimento pós-operatório, e não adjuvância.

Tema central: Adjuvância no câncer de cólon estágio II
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque, em câncer de cólon estágio II, a quimioterapia adjuvante só deve ser discutida na presença de fatores de alto risco patológicos ou clínicos. O enunciado não traz esses elementos: há N0, margens livres, ausência de invasão vascular/perineural e ampla linfadenectomia. Portanto, não há indicação rotineira de 5-FU, leucovorina e oxaliplatina.
B
Errada
Incorreta porque o número de linfonodos avaliados é mais do que adequado. O mínimo clássico é 12 linfonodos examinados, e aqui foram 58, todos negativos. Isso favorece um estadiamento confiável e não sustenta adjuvância por amostragem insuficiente.
C
Certa
A alternativa C está correta porque o caso reúne doença localizada ressecada adequadamente, sem acometimento linfonodal e sem fatores clássicos de alto risco que indiquem quimioterapia adjuvante. A avaliação linfonodal foi ampla e satisfatória, com 58 linfonodos negativos, o que reforça o estadiamento N0. Assim, a conduta é vigilância oncológica após a ressecção, incluindo seguimento clínico e colonoscopia.
D
Errada
Incorreta porque não há indicação de PET para 'avaliar melhor' linfonodos mesentéricos em paciente já operada com anatomopatológico negativo e sem evidência clínica de metástase. Nesse cenário, o exame patológico já é o dado decisivo.
Pegadinha da questão
A banca tenta induzir que todo câncer de cólon estágio II precise de quimioterapia e também explora a falsa ideia de que muitos linfonodos examinados justificariam tratamento adjuvante, quando o problema seria poucos linfonodos.
Dica para questões semelhantes
  • Em câncer de cólon ressecado, verifique primeiro se há N0 e fatores de alto risco; estágio II sem esses fatores vai para vigilância, não para adjuvância automática.
  • A contagem linfonodal adequada é um argumento contra subestadiamento: pelo menos 12 linfonodos já é aceitável, e números muito acima disso reforçam a confiança no N0.
  • Ausência de invasão linfovascular/perineural, margens livres e falta de T4, perfuração ou obstrução pesam contra quimioterapia adjuvante de rotina.
  • Não substitua o anatomopatológico linfonodal negativo por PET quando a peça cirúrgica já respondeu adequadamente à questão oncológica.

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