Paciente, 55 anos de idade, realizou uma ileostomia terminal...

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Q4239018 Medicina
Paciente, 55 anos de idade, realizou uma ileostomia terminal após uma colectomia total há 1 ano, apresenta um abaulamento ao lado da ostomia. O defeito herniário é palpado com um diâmetro de 3 cm, sem evidência de outra hérnia incisional na linha média da cicatriz cirúrgica. Na correção dessa hérnia, pode-se afirmar: 
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Na hérnia paraestomal eletiva sem infecção ativa descrita no enunciado, reparos sem tela, como rafia isolada e transposição do estoma, têm alta recorrência, enquanto o reforço com tela sintética é a estratégia mais durável; além disso, o acesso local não é contraindicado por princípio. Assim, a alternativa correta é a que propõe tela de polipropileno por acesso local.

Tema central: Hérnia paraestomal
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque propõe como técnica padrão a mudança do local da ostomia associada à rafia do defeito, isto é, um reparo sem tela. O problema médico dessa estratégia é a alta recorrência da hérnia paraestomal, além da possibilidade de criar nova hérnia no novo sítio do estoma ou outra hérnia incisional. O critério decisivo aqui é a inferioridade dos reparos sem tela em durabilidade.
B
Errada
Está errada porque transforma colonização local em contraindicação absoluta ao polipropileno. Pela base, isso é falso: em cirurgia eletiva de hérnia paraestomal sem infecção ativa, a tela sintética é aceita e justamente compõe o tratamento que reduz recorrência. Colonização pela flora intestinal não equivale, por si só, a campo cirúrgico infeccioso que proíba toda tela sintética.
C
Errada
Está errada porque afirma de forma categórica que o acesso local deve ser evitado. Esse absoluto não se sustenta: o acesso local pode ser empregado em correções de hérnia paraestomal, inclusive com tela, quando o caso é tecnicamente favorável. O erro médico é tratar uma escolha técnica contextual como se fosse contraindicação geral.
D
Certa
A alternativa D está correta porque reconhece os dois pontos técnicos centrais do manejo da hérnia paraestomal eletiva: o uso de tela sintética para reforço da parede e redução de recorrência, e a possibilidade de realizar o reparo por acesso local em casos selecionados. O fato de haver estoma não torna o polipropileno absolutamente proibido, desde que não haja contaminação infecciosa ativa. Portanto, entre as opções apresentadas, esta é a que coincide com o tratamento cirúrgico aceito e com melhor lógica de durabilidade.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões frequentes: achar que todo estoma contraindica tela sintética e supor que mudar o estoma com rafia ainda seja a solução padrão.
Dica para questões semelhantes
  • Em hérnia paraestomal eletiva, compare primeiro reparo com tela versus técnicas sem tela; a alta recorrência da rafia simples e da transposição do estoma costuma excluir essas opções.
  • Não confunda área colonizada com infecção ativa: presença de estoma, isoladamente, não cria contraindicação absoluta ao polipropileno.
  • Desconfie de alternativas absolutas sobre via de acesso; no reparo paraestomal, o acesso local pode ser válido em casos selecionados.

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