Durante a análise técnica da farmacoterapia de um paciente ...

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Q3947342 Farmácia
 Durante a análise técnica da farmacoterapia de um paciente idoso em uma farmácia da rede pública, o farmacêutico identifica a prescrição simultânea de dois inibidores da bomba de prótons (IBPs), de nomes comerciais distintos, caracterizando uma duplicidade terapêutica sem justificativa clínica explícita. O paciente relata episódios recorrentes de tontura e mal-estar. Diante desse cenário de problema relacionado a medicamento (PRM), qual conduta está em estrita conformidade com as atribuições clínicas do farmacêutico e com os protocolos de segurança do paciente? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Duplicidade terapêutica sem justificativa clínica entre dois IBPs configura PRM e exige, pelo farmacêutico, avaliação do risco, comunicação com o prescritor e registro da intervenção; não cabe dispensação acrítica, suspensão por conta própria nem substituição unilateral.

Tema central: Duplicidade terapêutica
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque mantém uma duplicidade terapêutica já identificada, sem atuar sobre a causa do risco. Orientar apenas observação de sintomas transfere ao paciente a vigilância de um PRM reconhecido e não cumpre a intervenção farmacêutica adequada.
B
Errada
Está errada porque induz suspensão de medicamento por conta própria, sem articulação com o prescritor. Além disso, escolher a suspensão com base em menor custo para o serviço público não é critério clínico para manejar duplicidade terapêutica.
C
Errada
Está errada porque a substituição unilateral de um dos fármacos extrapola o manejo seguro do PRM. O ajuste da farmacoterapia deve ser discutido com o prescritor, com reavaliação clínica e registro da intervenção.
D
Certa
A alternativa D descreve exatamente o manejo tecnicamente adequado do PRM por duplicidade terapêutica: reconhecer a duplicidade de dois IBPs, avaliar o potencial de dano em um paciente idoso com tontura e mal-estar, comunicar-se com o prescritor para revisão da farmacoterapia e documentar a intervenção. Isso corresponde às atribuições clínicas do farmacêutico em segurança do paciente, com atuação centrada em detectar, analisar, intervir junto ao prescritor e registrar o processo.
E
Errada
Está errada porque presume revogação automática de uma prescrição pela outra sem confirmação formal, apesar de ambas terem sido apresentadas simultaneamente para dispensação. Isso contraria a necessidade de conciliação e esclarecimento antes da dispensação.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre identificar um problema na prescrição e ter autorização para resolvê-lo unilateralmente. O correto não é suspender nem substituir por conta própria, mas fazer intervenção farmacêutica estruturada: avaliar risco, contatar o prescritor e registrar.
Dica para questões semelhantes
  • Se houver dois medicamentos da mesma classe e mesma finalidade sem justificativa, pense primeiro em duplicidade terapêutica como PRM.
  • Quando a questão perguntar atribuição clínica do farmacêutico em segurança do paciente, procure a opção que una identificação do problema, avaliação de risco, comunicação com o prescritor e registro formal.
  • Elimine alternativas que proponham dispensação acrítica, suspensão orientada ao paciente sem pactuação clínica ou troca unilateral da prescrição.

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