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Q4239006 Medicina
Homem, 60 anos de idade, foi vítima de colisão moto x auto e chega ao pronto-socorro consciente, pálido, apresentando FC de 126 bpm, PA de 90×60 mmHg e SpO₂ de 96% em ar ambiente. Referia dor abdominal difusa, mais intensa em hipocôndrio esquerdo. O FAST estava com líquido livre em quadrante superior esquerdo. Durante a reanimação inicial, recebeu 1 litro de ringer lactato e 2 unidades de concentrado de hemácias com resposta transitória da pressão arterial. A tomografia de abdome com contraste (fase portal) evidenciava lesão esplênica grau IV com extravasamento de contraste e hemoperitônio volumoso em todos os quadrantes do abdome. Qual a conduta mais adequada neste caso? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: No trauma esplênico contuso, o manejo não operatório e a embolização dependem de estabilidade hemodinâmica sustentada. Quando há resposta apenas transitória à reanimação e sinais de hemorragia intra-abdominal ativa, a conduta indicada é laparotomia para controle cirúrgico do sangramento.

Tema central: Trauma esplênico instável
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. Observação em UTI com controle seriado é manejo não operatório e exige estabilidade hemodinâmica. Aqui há hipotensão, taquicardia, resposta apenas transitória à reanimação e hemoperitônio volumoso, o que aponta para sangramento ativo e necessidade de controle cirúrgico imediato.
B
Errada
Incorreta. A embolização seletiva da artéria esplênica pode ser útil em pacientes estáveis ou estabilizados de forma sustentada. Neste caso, a resposta hemodinâmica foi apenas transitória, com evidência de hemorragia intra-abdominal importante, tornando a abordagem por radiologia intervencionista inadequada como conduta principal.
C
Certa
Correta. A combinação de instabilidade hemodinâmica, extravasamento ativo de contraste e hemoperitônio volumoso indica necessidade de laparotomia exploradora. Na lesão esplênica grave com sangramento importante, a esplenectomia oferece controle hemorrágico mais rápido e confiável.
D
Errada
Incorreta. A rafia esplênica não é a melhor escolha em lesão grau IV com extravasamento ativo e choque hemorrágico, porque tem menor previsibilidade de hemostasia e pode atrasar o controle definitivo do sangramento. Nesse cenário, a esplenectomia é a estratégia mais adequada.
Pegadinha da questão
A banca usa o extravasamento de contraste para induzir à embolização, mas o dado decisivo é a resposta hemodinâmica apenas transitória à reanimação, que tira o paciente do manejo não operatório.
Dica para questões semelhantes
  • No trauma esplênico, priorize a resposta hemodinâmica à reanimação antes do grau anatômico isolado.
  • Blush tomográfico favorece embolização apenas se o paciente estiver estável ou estabilizado de forma sustentada.
  • Hemoperitônio volumoso com hipotensão e taquicardia sugere necessidade de controle cirúrgico imediato.
  • Em lesão esplênica grave com choque, a opção mais confiável para hemostasia costuma ser a esplenectomia.

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