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Q3947334 Farmácia
Durante o atendimento em uma unidade de farmácia pública, um paciente de 45 anos relata o surgimento de prurido intenso e exantema morbiliforme 48 horas após o início de um tratamento com amoxicilina para infecção de vias aéreas. O paciente questiona se deve interromper o uso. Diante da suspeita de evento adverso a medicamento (EAM), qual deve ser a conduta do farmacêutico, fundamentada nas Boas Práticas Farmacêuticas e nas diretrizes de farmacovigilância? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Pelas Boas Práticas Farmacêuticas e pelos princípios consolidados de farmacovigilância, a suspeita de RAM cutânea com nexo temporal compatível após amoxicilina deve ser acolhida, investigada quanto à gravidade e registrada/notificada; não cabe ao farmacêutico substituir empiricamente o antimicrobiano.

Tema central: Conduta na suspeita de RAM
Análise das alternativas
A
Errada
O erro está na substituição direta por macrolídeo. A suspeita de reação adversa é compatível, mas a definição de novo esquema antimicrobiano exige reavaliação clínica da infecção, da gravidade da reação e da escolha terapêutica. Pela base, não cabe ao farmacêutico trocar empiricamente o antibiótico por conta própria.
B
Errada
Prurido intenso e exantema morbiliforme após início de amoxicilina não podem ser tratados como efeito colateral banal e transitório sem investigação. O nexo temporal é compatível com reação cutânea medicamentosa, frequentemente de hipersensibilidade, e manter automaticamente a posologia pode prolongar ou agravar a exposição ao fármaco suspeito.
C
Certa
A alternativa C é a correta porque descreve a conduta farmacêutica esperada diante de suspeita de evento adverso: fazer a anamnese farmacêutica para avaliar temporalidade e gravidade do quadro, orientar o paciente a buscar assistência médica para reavaliação clínica da terapia e proceder ao registro e à notificação da suspeita nos canais oficiais de farmacovigilância. No caso, o farmacêutico não define sozinho a interrupção ou a substituição do antibiótico; sua atuação é identificar o problema, encaminhar para reavaliação clínica e notificar o evento.
D
Errada
O uso isolado de anti-histamínico para mascarar sintomas não resolve o problema central, que é a suspeita de reação adversa à amoxicilina. Essa conduta é inadequada porque pode atrasar a avaliação da gravidade e manter o paciente em uso do medicamento potencialmente causador, sem reavaliação médica da terapia.
E
Errada
Está errada porque farmacovigilância não se restringe a eventos raros ou inéditos. Mesmo reação conhecida, descrita em bula, e associada a medicamento amplamente utilizado continua sendo uma suspeita de RAM que deve ser registrada e notificada conforme os canais pertinentes. Ignorar a notificação contraria os princípios de farmacovigilância.
Pegadinha da questão
A banca mistura o reconhecimento correto da suspeita de reação adversa com uma falsa ideia de que o farmacêutico pode resolver o caso substituindo o antibiótico ou apenas controlando sintomas; o ponto decisivo era distinguir identificação/encaminhamento/notificação de prescrição empírica.
Dica para questões semelhantes
  • Diante de suspeita de RAM com nexo temporal compatível, primeiro pense em avaliar gravidade e relação temporal, não em banalizar o quadro.
  • Se a alternativa coloca o farmacêutico trocando antimicrobiano diretamente, desconfie: a base exige reavaliação clínica da terapia.
  • Tratamento apenas sintomático não basta quando o medicamento suspeito continua em uso e a reação pode ser de hipersensibilidade.
  • Em farmacovigilância, reação conhecida e descrita em bula não perde relevância para registro e notificação.

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