Os limites da linfadenectomia pélvica são, EXCETO:
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Tema central: Linfadenectomia pélvica e seus limites anatômicos
A linfadenectomia pélvica é um procedimento essencial no estadiamento e tratamento de neoplasias pélvicas, especialmente nos cânceres de próstata, bexiga e ginecológicos. Seu sucesso depende do conhecimento detalhado da anatomia local para garantir retirada completa dos linfonodos e evitar lesões de estruturas vitais.
O que a banca pediu: identificação de estruturas que não constituem limite anatômico da linfadenectomia pélvica.
Justificativa para a alternativa correta (D – Ureter):
Durante a linfadenectomia pélvica, os cirurgiões utilizam marcos anatômicos fixos para delimitar a extensão da dissecção.
- Superior: bifurcação da artéria ilíaca comum
- Inferior: ligamento de Cooper
- Lateral: veia ilíaca externa
- Medial: bexiga urinária
O ureter está presente na pelve, mas não define o campo da linfadenectomia. Ele é, sim, estrutura adjacente importante e deve ser protegido durante o procedimento, porém não é referência de limite cirúrgico. Portanto, D) Ureter é a resposta correta.
Análise crítica das alternativas incorretas:
- A) Nervo genitofemoral: Ele corre lateralmente ao psoas maior e serve como referência lateral para dissecção. Portanto, é um limite anatômico tradicional.
- B) Veia ilíaca externa: É um dos principais limites laterais da linfadenectomia pélvica, frequentemente citada por diretrizes oncológicas.
- C) Artéria umbilical obliterada: Também conhecida como ligamento umbilical medial, é importante referência anatômica para a região ântero-superior.
- E) Veia circunflexa: Especificamente a veia circunflexa ilíaca superficial, marca o limite inferior do campo de dissecção, próximo ao ligamento de Cooper.
Estratégia de prova: Fique atento a “pegadinhas”, como estruturas que estão próximas, mas não são propriamente limites. O ureter é clássico exemplo de armadilha, pois pode estar no campo operatório, mas não serve como divisa.
Referência: Segundo o Manual de Oncologia do INCA (28ª edição, 2021), a linfadenectomia pélvica envolve linfonodos obturatórios, ilíacos externos e internos, tendo os limites anatômicos citados acima.
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