Na frase: “Luís Inácio, Presidente do Brasil, viajou para o...
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Gabarito comentado
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Tema da questão: Sintaxe — identificação da função sintática de um termo isolado por vírgulas (aposto explicativo).
Norma gramatical aplicável: Segundo a gramática normativa (Evanildo Bechara, Moderna Gramática Portuguesa; Celso Cunha e Lindley Cintra, Nova Gramática do Português Contemporâneo), o aposto é um termo que explica, resume, especifica ou renomeia outro termo, normalmente um substantivo, podendo vir isolado por vírgulas, travessões ou parênteses. Quando o aposto tem caráter de explicação, chama-se aposto explicativo.
Estratégia para resolver:
• Verifique se o termo sublinhado renomeia o termo anterior (equivalência semântica).
• Aplique o teste da retirada: se retirar o termo e a oração continuar gramatical e com sentido básico preservado, há indício de aposto.
• Observe a pontuação: termos explicativos costumam vir entre vírgulas.
• Diferencie de vocativo: vocativo chama o interlocutor e não renomeia termo; e de complemento: complementos dependem de verbo, nome ou adjetivo e, em geral, vêm preposicionados.
Alternativa correta: D — Aposto
O termo sublinhado “Presidente do Brasil” funciona como aposto explicativo, pois explica/renomeia “Luís Inácio” e está isolado por vírgulas. Se retirarmos esse termo, a oração permanece correta e completa, o que confirma a natureza acessória explicativa do segmento.
Por que as demais estão incorretas?
A — Objeto indireto: é complemento de verbo transitivo indireto, exigido por preposição (ex.: “gostou de música”). O termo “Presidente do Brasil” não completa o verbo; apenas explica um nome. Logo, não é objeto indireto.
B — Complemento nominal: completa o sentido de um nome (substantivo abstrato, adjetivo ou advérbio), geralmente com preposição, representando alvo/paciente da ação (ex.: “amor à pátria”, “orgulho de você”). “Presidente do Brasil” não completa um nome anterior; renomeia um substantivo próprio. Portanto, não é complemento nominal.
C — Vocativo: é termo de chamamento, sem relação sintática com o verbo, típico de enunciados dirigidos ao interlocutor (ex.: “Luís, venha aqui”). No caso, não há chamamento; há explicação sobre quem é “Luís Inácio”. Assim, não é vocativo.
Alerta de pegadinha: tanto o vocativo quanto o aposto explicativo podem vir entre vírgulas. Para não errar, pergunte-se: “o termo chama alguém (vocativo) ou explica/renomeia um termo anterior (aposto)?” Aqui, ele explica, logo é aposto.
Referências normativas: Bechara, Moderna Gramática Portuguesa; Cunha & Cintra, Nova Gramática do Português Contemporâneo; Rocha Lima, Gramática Normativa. Todas descrevem o aposto explicativo como termo acessório de valor explicativo, geralmente isolado por vírgulas.
Gabarito: D — Aposto (aposto explicativo)
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Comentários
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D
Gabarito D
O aposto explicativo é um termo acessório da oração que tem a função de esclarecer ou especificar um termo principal.
É geralmente separado por vírgulas, travessões ou parênteses e serve para dar mais informações sobre o termo principal, enriquecendo o significado da frase.
- Maria, a dona do restaurante, é muito simpática. (A expressão "a dona do restaurante" identifica quem é "Maria")
- Lisboa, capital de Portugal, é uma cidade vibrante. (A expressão "capital de Portugal" explica o que é "Lisboa")
CFOPMBA
fazueli
Um aposto.
Lula, popularmente conhecido nas delações como o NINE.
vocativo funciona mais como um chamamento. ex: Maria, venha aqui.
aposto funciona como qualificador do substantivo. sebastião, presidente do time, espera todos na sala.
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